Documentos apontam que ONG ligada à produtora Karina Ferreira da Gama recebeu mais de R$ 1 milhão para realizar evento promovido pela Igreja Universal

Redação Publicado em 09/06/2026, às 10h31
Contratos entre a Prefeitura de São Paulo e a empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, revelam que a ONG Academia Nacional de Cultura recebeu R$ 1,1 milhão para o evento 'Mega Dance 2023', gerando preocupações sobre o uso de verbas públicas.
O evento, que incluiu palestras e apresentações culturais, foi promovido em parceria com a Igreja Universal do Reino de Deus, destacando a presença de Cristiane Cardoso, filha do bispo Edir Macedo, o que levanta questões sobre a relação entre cultura e religião financiada com recursos públicos.
Embora não haja decisões judiciais que indiquem irregularidades, o caso continua a provocar debates sobre a transparência na aplicação de recursos públicos e os critérios de contratação para eventos culturais e religiosos.
Uma reportagem publicada pelo jornalista Vinicius Segalla, no portal Diário do Centro do Mundo (DCM), trouxe novos detalhes sobre contratos firmados entre a Prefeitura de São Paulo e a empresária Karina Ferreira da Gama, produtora ligada ao filme Dark Horse e sócia do deputado federal Mário Frias.
Segundo a publicação, a ONG Academia Nacional de Cultura (ANC), vinculada à empresária, recebeu cerca de R$ 1,1 milhão para realizar o evento “Mega Dance 2023”, promovido no Ginásio do Ibirapuera.
De acordo com os documentos citados pela reportagem, o contrato descrevia a iniciativa como uma mostra competitiva de dança com palestras e apresentações culturais. No entanto, o DCM destaca que o evento também foi divulgado pela Igreja Universal do Reino de Deus como uma ação realizada em parceria com a instituição religiosa.
Entre os participantes anunciados esteve Cristiane Cardoso, filha do bispo Edir Macedo, que atuou como apresentadora e palestrante do encontro.
A reportagem também relembra outros contratos envolvendo eventos organizados pela mesma produtora, nos quais nomes conhecidos do segmento evangélico teriam sido contratados para palestras e atividades financiadas com recursos públicos.
O caso ocorre em meio à repercussão nacional envolvendo o filme Dark Horse, projeto que já vem sendo alvo de questionamentos políticos e debates sobre financiamento, relações institucionais e uso de verbas públicas.
Até o momento, não há decisão judicial apontando irregularidades nos contratos mencionados pela reportagem. O assunto, porém, continua gerando questionamentos e alimentando discussões sobre transparência na aplicação de recursos públicos e critérios para contratação de eventos culturais e religiosos.
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