Contribuintes já podem conferir os valores do imposto; primeira parcela vence em fevereiro e haverá desconto para pagamento à vista

Letícia Sales Publicado em 15/01/2026, às 09h02
A Prefeitura de São Paulo liberou nesta quinta-feira (15) a consulta aos valores do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de 2026. A verificação pode ser feita diretamente no site da Secretaria Municipal da Fazenda, onde os contribuintes conseguem acessar o montante devido de acordo com cada imóvel.
O vencimento da primeira parcela ou da cota única do imposto está previsto para fevereiro. Quem optar pelo pagamento à vista terá direito a um desconto de 3%. Já os contribuintes que escolherem parcelar o tributo deverão emitir as parcelas seguintes exclusivamente pela internet, uma vez que, a partir de 2026, a prefeitura deixará de enviar uma segunda correspondência com os boletos restantes.
Inicialmente, os proprietários receberão apenas a notificação de lançamento do IPTU, contendo as opções de pagamento integral ou da primeira parcela. As demais guias precisarão ser acessadas no portal oficial do município.
Além da liberação da consulta, o IPTU de 2026 passa a refletir mudanças aprovadas pela Câmara Municipal no fim do ano passado. A atualização da Planta Genérica de Valores, que serve de base para o cálculo do imposto, alterou os valores venais de imóveis residenciais e comerciais na capital.
Para evitar aumentos abruptos, a legislação estabelece que o reajuste do imposto será limitado a 10% ao ano, tanto para residências quanto para estabelecimentos comerciais. A correção ocorrerá gradualmente até que o valor final previsto seja atingido.
O projeto também ampliou as faixas de isenção. Imóveis avaliados em até R$ 150 mil passam a ser totalmente isentos do IPTU, elevando o limite anterior de R$ 120 mil. Proprietários que possuam apenas um imóvel residencial com valor de até R$ 260 mil também não pagarão o tributo. Já imóveis avaliados entre R$ 260 mil e R$ 390 mil terão redução no valor cobrado, enquanto as unidades residenciais populares seguem isentas até 2030.
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