Nunes alega riscos à segurança e falta de regulamentação

Gabriela Thier Publicado em 14/01/2025, às 18h11
A recente introdução do serviço de moto táxi pela empresa 99 na cidade de São Paulo gerou uma resposta contundente do prefeito Ricardo Nunes, do MDB. O chefe do executivo municipal anunciou sua intenção de buscar a intervenção judicial, apoiando-se em um decreto municipal que proíbe a prática desse tipo de transporte.
Em declarações feitas nesta manhã, Nunes expressou sua indignação, afirmando que a operação da 99 representa uma grave irresponsabilidade. "Colocarei faixas indicando que a 99 foi responsável por qualquer acidente que ocorra. Aqui não é uma área sem regulamentação; não toleraremos essa atitude descuidada da empresa", afirmou o prefeito. Ele ressaltou que já havia alertado a companhia sobre a falta de autorização necessária para operar e mencionou reuniões e estudos sobre saúde e segurança realizados com o objetivo de esclarecer os riscos associados ao serviço.
"Todas as motos cadastradas para esse tipo de atividade na cidade serão paradas e inspecionadas. Não aceitaremos que essa empresa provoque um cenário caótico nas ruas de São Paulo. A atuação delas é considerada perigosa e desmedida, priorizando apenas o lucro em detrimento da segurança das pessoas", acrescentou Nunes, demonstrando firmeza em sua posição contra a iniciativa da 99.
Por outro lado, a 99 defende sua operação, alegando que está respaldada por normas federais. A empresa cita decisões judiciais que afirmam que as prefeituras não possuem o poder de proibir o transporte individual privado mediado por aplicativos. Além disso, a 99 destaca a crescente demanda por serviços de transporte deste tipo entre os cidadãos paulistanos, argumentando que sua presença no mercado é uma resposta às necessidades dos usuários.
Com o embate entre a administração municipal e a 99 se intensificando, as próximas semanas prometem ser decisivas para o futuro da operação de moto táxi na capital paulista.
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