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Policial Militar é preso por suspeita de envolvimento na morte de delator do PCC

A detenção do novo policial aumenta para 16 o total de militares presos relacionados ao assassinato do empresário

Os policiais detidos prestavam serviços de escolta privada para Gritzbach, apesar de seu histórico criminal - Imagem: Reprodução | X (Twitter) - @AFPnews
Os policiais detidos prestavam serviços de escolta privada para Gritzbach, apesar de seu histórico criminal - Imagem: Reprodução | X (Twitter) - @AFPnews

por Marina Milani

Publicado em 18/01/2025, às 08h56


Neste sábado (18), um novo policial militar foi detido sob suspeita de envolvimento na execução de Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), ocorrido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

O tenente, cuja identidade ainda não foi divulgada, é identificado pela investigação como o motorista do veículo utilizado pelos assassinos do empresário. A detenção foi realizada por uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo (PCSP), em Osasco, na região metropolitana.

Após a prisão, o militar será conduzido à sede do DHPP e posteriormente encaminhado ao Presídio Romão Gomes, da Polícia Militar. A Justiça autorizou sua prisão temporária por 30 dias, conforme determinação do juiz da Vara do Júri de Guarulhos.

Com essa nova detenção, o número total de policiais militares presos relacionados ao caso sobe para 16. Os outros 15 foram capturados na última quinta-feira (17/1) e tiveram a manutenção de suas prisões confirmada pela Justiça Militar no dia seguinte, após audiências de custódia.

Os policiais envolvidos prestavam serviços de escolta privada para Gritzbach, apesar do seu histórico criminal conhecido. Eles também estão sendo investigados por possíveis vínculos com o PCC.

Entre os militares detidos está o cabo Dênis Antonio Martins, que é apontado como o executor dos disparos que resultaram na morte do delator.

A operação que culminou nas prisões foi conduzida pela Corregedoria da própria Polícia Militar de São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) manifestou apoio às ações das polícias estaduais, destacando seu compromisso com a ética e a legalidade. Em uma publicação no X (antigo Twitter), ele enfatizou: "As polícias de São Paulo têm compromisso inegociável com a ética e legalidade. Desvios de conduta serão severamente punidos e submetidos ao rigor da lei".


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