Autoridades investigativas esperam por pistas nos dispositivos eletrônicos do jovem

Sabrina Oliveira Publicado em 24/05/2024, às 13h55
A Polícia Civil de São Paulo está empenhada em desvendar os motivos por trás do chocante crime em que um adolescente de 16 anos confessou ter assassinado o pai, a mãe e a irmã dentro de casa, na Zona Oeste da capital. Enquanto isso, aguarda os resultados da perícia nos celulares e no computador do jovem, na esperança de obter pistas que ajudem no desenrolar das investigações.
A tragédia veio à tona quando o próprio adolescente, no último domingo (19), contatou a Polícia Militar para confessar os crimes hediondos. Os corpos das vítimas foram encontrados após três dias de agonia na residência familiar, na Vila Jaguara. Desde então, as autoridades têm buscado entender o que levou o jovem a cometer tais atos brutais.
"Começamos a ouvir parentes para podermos saber como era a rotina da família e entender a motivação das mortes. Até o momento não encontramos nenhum elemento que pudesse motivar essas mortes ou algo conflitante na relação deles. Vamos querer ouvir também os amigos da escola e vizinhos", afirmou Fabrício Souza Leão, investigador chefe do 33º Distrito Policial.
O cenário do crime revela uma narrativa assombrosa. Segundo relatos do adolescente à polícia, o ato violento foi motivado por um acesso de raiva após seus pais confiscarem seu celular. Armado com a pistola 9 milímetros do pai, que era membro da Guarda Civil Municipal de Jundiaí, o jovem disparou contra o genitor quando este estava na cozinha, seguido por sua irmã, que foi atingida no primeiro andar da residência.
O desfecho macabro se deu com a mãe, que ao retornar para casa, foi recebida pelo mesmo destino trágico dos demais membros da família. O relato do adolescente, dado à polícia com uma assustadora tranquilidade, choca ainda mais pela ausência de remorso evidente.
"A solicitação do exame de higidez é um incidente que a polícia pode até provocar. Não tem a necessidade de esperar os três anos de internação dele na Fundação Casa. Pode-se fazer o quanto antes, para saber o que podemos estipular com relação à penalização ou não de um adolescente que sofre de alguma coisa", comentou o delegado Roberto Afonso.
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