Família de imigrantes bolivianos enfrentava jornadas de 16 horas e alimentação insuficiente em oficina de costura

William Oliveira Publicado em 21/09/2025, às 12h19
No último sábado (20), um homem foi detido em Arujá, na região metropolitana de São Paulo, após denúncias de que mantinha uma família de origem boliviana em condições sub-humanas em sua oficina de costura. A mulher e seus dois filhos, junto com o marido, estavam há três meses sem receber salários e enfrentavam jornadas de até 16 horas diárias, além de receberem alimentação insuficiente.
A ação da Polícia Militar (PM) ocorreu quando a mulher conseguiu contatar as autoridades. Ela afirmou que o proprietário da oficina, seu parente, havia financiado a vinda da família ao Brasil, mas usava esse argumento para justificar a ausência de pagamento pelos serviços prestados, alegando que o dinheiro serviria para quitar dívidas relacionadas à viagem.
Além das longas jornadas de trabalho, a família era obrigada a residir nas dependências da oficina. O responsável fornecia apenas restos de frango, exclusivamente para os adultos, deixando as crianças sem alimentação adequada.
O suspeito foi preso em flagrante, acusado de reduzir alguém à condição análoga à de escravo, conforme o artigo 149 do Código Penal brasileiro. A PM ressaltou que o homem manteve a justificativa da dívida como razão para não pagar os familiares pelo trabalho.
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