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PCC ofereceu fortuna para eliminar delator no aeroporto em plena luz do dia; saiba o valor

O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, propôs equiparar facções criminosas a organizações terroristas

PCC ofereceu fortuna para eliminar delator no aeroporto em plena luz do dia; saiba o valor - Imagem: Divulgação / Polícia Civil
PCC ofereceu fortuna para eliminar delator no aeroporto em plena luz do dia; saiba o valor - Imagem: Divulgação / Polícia Civil

por Marina Milani

Publicado em 12/11/2024, às 08h41


O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, anunciou a criação de uma força-tarefa para apurar a morte do empresário e delator Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, executado no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O caso, que já ganha destaque por envolver suspeitas de corrupção e desvio de conduta entre policiais, será liderado pelo delegado Osvaldo Nico Gonçalves, com suporte da Polícia Federal.

Após o ataque, o veículo utilizado no crime — um Volkswagen Gol preto — foi encontrado próximo ao local, aparentemente abandonado em uma tentativa frustrada de ser incendiado. As autoridades recolheram material genético do carro e apreenderam três fuzis e uma pistola. A polícia também está investigando a atuação de quatro policiais militares que deveriam estar no local para garantir a segurança de Gritzbach, mas que, segundo Derrite, foram designados para atividades externas, em circunstâncias que serão analisadas.

Denúncias e corrupção em foco
Além de buscar os responsáveis pelo assassinato, a força-tarefa vai investigar as acusações de corrupção policial feitas por Gritzbach. Delator em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), o empresário havia denunciado policiais civis, que, por sua vez, já foram afastados de suas funções enquanto o caso segue em investigação. Com um histórico de ameaças, Gritzbach já havia sobrevivido a uma tentativa de assassinato antes deste trágico desfecho.

Fontes ligadas à investigação informam que a vida de Gritzbach era avaliada em R$ 3 milhões pelo PCC, evidenciando o alto risco que o empresário enfrentava.  


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