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CONFRONTO

Operação contra o PCC termina em confronto e morte na Grande SP

Uma operação do Deic contra o Primeiro Comando da Capital terminou em confronto, uma morte e duas prisões em Cotia

Investigação aponta que integrantes do PCC se escondiam em São Paulo para planejar atentados na Bahia - Imagem: Reprodução / SBT News
Investigação aponta que integrantes do PCC se escondiam em São Paulo para planejar atentados na Bahia - Imagem: Reprodução / SBT News

William Oliveira Publicado em 06/02/2026, às 07h44


Uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) contra uma célula interestadual do Primeiro Comando da Capital (PCC) terminou em confronto, uma morte e duas prisões na última quinta-feira (5), na zona rural de Cotia, na Grande São Paulo.

A ação foi desencadeada a partir de informações repassadas pela inteligência da Secretaria de Segurança Pública da Bahia. O objetivo era desarticular um grupo criminoso que estaria planejando ataques contra autoridades daquele estado.

Durante o cumprimento de mandados em um imóvel isolado, cercado por mata, os policiais foram recebidos com resistência armada. Segundo a delegada Leslie Petros, responsável pela investigação, houve troca de tiros no local.

Durante o confronto, Tcharly Santos Silva teria apontado uma arma em direção aos agentes e acabou sendo baleado no revide. Ele foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.

No imóvel, os policiais apreenderam grande quantidade de drogas, além de uma motocicleta roubada e sem placa. Moradores da região relataram movimentação suspeita frequente no local e afirmaram ouvir disparos de arma de fogo, o que levanta a suspeita de treinamentos de tiro realizados pelo grupo.

As investigações apontam que os criminosos, oriundos da Bahia, teriam se refugiado em São Paulo para planejar atentados contra um delegado, um investigador da Polícia Civil e um guarda municipal da cidade de Condeúba (BA).

De acordo com a Polícia Civil, o principal articulador do plano seria Otino Ferreira Porto Filho, conhecido como “Mineiro”. Ele e a companheira, Giovana Rocha de Souza, conseguiram fugir pela mata ao perceberem a chegada das equipes do Deic.

Durante a operação, dois homens foram presos em flagrante: Elias Frederico Porto, sobrinho de Otino, e Nei Marcos Pereira. Ambos já possuíam antecedentes criminais por tráfico de drogas.

As buscas continuam na região de mata em Cotia, já que há indícios de que armamentos utilizados pelo grupo ainda estejam escondidos no local.


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