Prisão em Bauru ocorreu após mandados judiciais e cooperação com agência americana

Erika Osti Publicado em 29/01/2026, às 17h44
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (29) um homem suspeito de integrar uma organização terrorista internacional e de estar em atos preparatórios para a montagem de um atentado suicida em território brasileiro, informou a corporação em nota oficial divulgada. A operação foi realizada em Bauru, no interior de São Paulo, em conjunto com o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI).
Segundo a PF, a investigação que resultou na prisão teve autorização da 3ª Vara Federal de Bauru (SP), com cumprimento de mandados de prisão temporária, de busca pessoal e domiciliar, além de medidas para acesso imediato a dados eletrônicos e quebra de sigilo telemático do suspeito.
A corporação explicou que o homem estava em fases de preparação da montagem de um colete com explosivos, que seria utilizado em um ataque terrorista suicida no país. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o local ou a data pretendidos para a ação, tampouco a identidade do preso, sob alegação de sigilo das apurações em andamento.
A participação do FBI reflete a cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao terrorismo, com troca de informações e apoio técnico em operações que envolvem ameaças transnacionais. Autoridades brasileiras destacaram que a investigação se baseou em dados coletados em parceria com agências estrangeiras para identificar conexões do suspeito com grupos radicais.
Além da prisão e das buscas, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos que serão analisados para aprofundar os indícios de atuação do homem e eventuais vínculos com redes terroristas fora do país. A Polícia Federal afirmou que a apuração “segue em andamento” com o objetivo de prevenir a ocorrência de atos que atentem contra a segurança pública e a ordem social, e de identificar outros possíveis envolvidos.
Crimes relacionados a terrorismo, incluindo atos preparatórios e participação em organização terrorista, estão previstos na legislação brasileira e podem resultar em penas elevadas, dependendo da configuração do caso e das provas reunidas pelas autoridades. A legislação também prevê instrumentos legais que permitem medidas cautelares como a prisão temporária e a quebra de sigilos para garantir a investigação.
Operações dessa natureza são relativamente raras no Brasil, e autoridades de segurança reforçam que a ação demonstra a capacidade institucional de identificar e neutralizar possíveis ameaças internas com apoio de parceiros internacionais. A corporação informou que novas fases da investigação podem ocorrer à medida que as evidências forem analisadas.
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