Diário de São Paulo
Siga-nos
Metrô de São Paulo

Odebrecht e Power China lideram disputa por obras da Linha 19-Celeste do Metrô de SP

Leilão com 15 propostas mostra Odebrecht e empresa chinesa Power China na liderança para tocar os lotes

Com capacidade para 630 mil passageiros diários, a obra custará R$ 19,5 bilhões e gerará 28 mil empregos - Imagem: Reprodução/G1/GESP
Com capacidade para 630 mil passageiros diários, a obra custará R$ 19,5 bilhões e gerará 28 mil empregos - Imagem: Reprodução/G1/GESP

Gabriela Nogueira Publicado em 26/09/2025, às 18h46


O governo do estado de São Paulo anunciou que a conclusão das obras da Linha 19-Celeste do Metrô está prevista para ocorrer em um prazo de 75 meses, equivalente a seis anos e dois meses, contados a partir da assinatura dos contratos, programada para o início de 2026.

A nova linha, que irá conectar o centro da capital paulista ao município de Guarulhos, terá uma capacidade estimada para atender 630 mil passageiros diariamente. A obra, orçada em R$ 19,5 bilhões, está sendo dividida em três lotes e atraiu a atenção de grandes grupos empresariais, incluindo a Odebrecht e a Power China.

O processo licitatório ainda se encontra em andamento e é esperado que a seleção das empresas responsáveis pela execução da obra seja finalizada em até três meses. Durante esta fase, foram registradas 15 propostas de consórcios interessados na construção, com cinco concorrentes para cada lote.

Os envelopes contendo as propostas foram abertos em sessões eletrônicas entre os dias 22 e 24 de setembro. As propostas agora estão sendo analisadas pelo Metrô de São Paulo, que irá verificar a habilitação dos participantes e julgar eventuais recursos antes da homologação final dos consórcios vencedores.

A previsão é que as obras comecem em 2027 e se estendam até 2033. Após a conclusão, a operação da linha será delegada à iniciativa privada.

O edital que rege este processo foi publicado em março deste ano e estipulou um cronograma para que os consórcios elaborassem suas propostas baseadas em critérios técnicos estabelecidos no documento. Aqueles que não atenderem aos requisitos exigidos serão desclassificados.

Os consórcios que apresentaram as melhores ofertas nos três lotes foram:

  • Lote 1: R$ 4,98 bilhões - Consórcio Nove de Julho - Linha 19 (Yellow River Co Ltd, Mendes Júnior e Highland Build)
  • Lote 2: R$ 6,70 bilhões - Consórcio Via Celeste 2 (OECI S.A., Álya Construtora S.A. e Ghella S.p.A.)
  • Lote 3: R$ 6,89 bilhões - Consórcio Via Celeste 3 (OECI S.A., Álya Construtora S.A. e Ghella S.p.A.)

A OECI S.A., nome adotado pela Odebrecht em resposta aos desafios da Operação Lava Jato, apresentou as propostas mais competitivas para dois dos lotes. Por outro lado, o grupo chinês Power China foi reconhecido pela sua oferta vantajosa em um dos lotes.

Contudo, o Metrô enfatizou que o critério de escolha dos vencedores não se baseará exclusivamente nos preços apresentados, mas sim no melhor custo-benefício técnico.

Em relação à divisão dos lotes:

  • Lote 1: Estações entre Bosque Maia e Itapegica
  • Lote 2: Estações entre Jardim Julieta e Vila Maria
  • Lote 3: Estações entre Catumbi e Anhangabaú

A Linha 19-Celeste terá uma extensão total de 17,6 km e contará com 15 estações. Esta nova conexão representará a primeira ligação direta entre Guarulhos – o segundo município mais populoso do estado – e o centro de São Paulo, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento entre as duas regiões.

A infraestrutura planejada incluirá não apenas as estações mencionadas, mas também sistemas auxiliares como escadas rolantes e ventilação adequadas. A estimativa é que a construção gerará cerca de 28 mil empregos diretos e indiretos enquanto contribui para a redução das emissões anuais de gases de efeito estufa em aproximadamente 131 mil toneladas.

Por fim, o Consórcio Via Celeste declarou estar otimista com os resultados da licitação e aguarda ansiosamente pelas próximas etapas do processo licitatório. O compromisso demonstrado por todos os participantes reflete uma competitividade saudável no setor e um investimento significativo no futuro do transporte público na região.


últimas notícias