Com o lema 'Congresso Inimigo do Povo', o ato busca pressionar o Congresso contra a redução das penas para condenados por atos golpistas

William Oliveira Publicado em 14/12/2025, às 08h00
Neste domingo, domingo (14), a Avenida Paulista será novamente palco de manifestações organizadas por grupos de esquerda, que visam contestar a recente aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria na Câmara dos Deputados. Além da capital paulista, atos semelhantes estão programados em cidades por todo o Brasil.
Com o lema “Congresso Inimigo do Povo”, a manifestação está marcada para as 14h e representa uma resposta ao avanço do projeto que, segundo críticos, busca amenizar as penas para condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro. Entre os que poderiam se beneficiar com a nova legislação está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
O grupo Frente Povo Sem Medo, vinculado ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), publicou em suas redes sociais:
“O Congresso não nos deixa dormir, então também não daremos descanso. Domingo vamos para a rua pressionar contra a redução das penas dos golpistas”.
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O foco principal dos manifestantes é o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por colocar em pauta o PL da Dosimetria nesta semana. Além das críticas ao Congresso, os participantes também devem reivindicar outras pautas sociais, como o fim do regime de trabalho 6×1 e medidas efetivas no combate ao feminicídio.
Em setembro deste ano, segundo dados do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) — parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e a ONG More in Common —, mais de 40 mil pessoas se reuniram na Avenida Paulista para protestar contra a anistia dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro e contra a PEC da Blindagem, aprovada na Câmara.
A PEC da Blindagem, que pretendia dificultar processos criminais e prisões de parlamentares, foi posteriormente arquivada no Senado após os protestos. O Projeto de Lei da Anistia também não avançou no Congresso e foi substituído pelo PL da Dosimetria, cuja tramitação enfrenta agora intensa crítica popular.
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