Alice Ribeiro, de 35 anos, teve morte encefálica confirmada após grave colisão com caminhão em Minas Gerais; equipe produzia reportagem quando acidente ocorreu.

Ana Beatriz Publicado em 17/04/2026, às 09h20
A jornalista Alice Ribeiro, da Band Minas, faleceu após um grave acidente na BR-381, em Minas Gerais, onde seu carro colidiu com um caminhão enquanto ela se dirigia para uma pauta sobre acidentes na rodovia.
O acidente resultou na morte imediata do cinegrafista Rodrigo Lapa e deixou Alice em estado crítico, levando à sua morte encefálica após complicações médicas, incluindo grande perda de sangue.
A Band expressou pesar pela perda dos profissionais e está acompanhando as investigações, enquanto a tragédia destaca a necessidade urgente de melhorias na segurança da BR-381, conhecida por seu alto índice de acidentes.
A jornalista Alice Ribeiro, de 35 anos, repórter da Band Minas, morreu nesta quinta-feira (16) após não resistir aos ferimentos de um grave acidente registrado na BR-381, na região de Santa Luzia, em Minas Gerais. A informação foi confirmada pela emissora após a constatação de morte encefálica no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde ela estava internada em estado crítico.
O acidente aconteceu na tarde de quarta-feira (15), quando o carro da equipe de reportagem colidiu de frente com um caminhão em um dos trechos mais perigosos da rodovia. Alice seguia para a cobertura de uma pauta jornalística quando ocorreu o impacto.
No mesmo acidente, o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que acompanhava a jornalista, morreu ainda no local devido à gravidade da colisão.
Alice chegou a ser socorrida com vida e levada em estado gravíssimo ao hospital. Segundo informações médicas, ela sofreu grande perda de sangue e passou por procedimentos intensivos, incluindo transfusões, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
O caso ganhou contornos ainda mais simbólicos e trágicos: a equipe estava justamente produzindo uma reportagem sobre os altos índices de acidentes na BR-381 — rodovia conhecida nacionalmente pelo elevado número de colisões e mortes.
A BR-381, que liga Minas Gerais a outros estados como São Paulo e Espírito Santo, é frequentemente chamada de “rodovia da morte” devido ao traçado sinuoso e ao histórico de acidentes graves registrados ao longo dos anos.
O trecho onde ocorreu a colisão, entre Santa Luzia e Sabará, já foi alvo de diversas discussões sobre segurança viária e obras de duplicação. Projetos para melhoria da infraestrutura da estrada vêm sendo debatidos há anos, mas o avanço das intervenções ainda é considerado insuficiente diante da frequência de tragédias.
Em nota, a Band lamentou profundamente a morte da jornalista e do cinegrafista, destacando a dedicação dos profissionais e prestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho. A emissora também afirmou que acompanha as investigações sobre as causas do acidente.
A morte de Alice Ribeiro reforça não apenas os riscos enfrentados diariamente por profissionais da imprensa em campo, mas também reacende o debate sobre a segurança nas rodovias brasileiras — especialmente em trechos historicamente perigosos como a BR-381.
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