Baixada Santista e litoral norte lideram as áreas mais afetadas, com um total de 38 pontos impróprios

William Oliveira Publicado em 11/01/2025, às 09h02
Recentemente, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou um mapeamento que evidencia um aumento preocupante no número de praias do litoral paulista consideradas impróprias para o banho. O relatório, atualizado na última quinta-feira (9), foi publicado duas semanas após o início do verão e abrange a avaliação de 175 praias monitoradas pela instituição.
De acordo com os dados apresentados, 51 praias estão fora dos padrões adequados para balneabilidade, o que representa um aumento significativo em relação à última análise, realizada em 21 de dezembro, quando 18 locais foram classificados como inadequados.
O estudo destaca que a Baixada Santista e o litoral norte são as áreas mais afetadas, com 38 pontos impróprios. Esse aumento preocupa tanto as autoridades quanto os visitantes da região. As condições adversas têm sido atribuídas a diversos fatores, como chuvas intensas que afetaram a região costeira, o aumento do fluxo turístico devido ao período de férias e a disseminação recente de viroses, que sobrecarregaram as unidades de saúde em cidades como Santos, Praia Grande e São Sebastião.
Santos se destaca como a cidade mais impactada, com sete pontos impróprios para banho, seguida por São Sebastião, que também apresenta sete locais inadequados em 30 avaliados. Praia Grande registra seis pontos impróprios. Além disso, o número de cidades com praias não recomendadas aumentou de sete para dez, incluindo Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela, Guarujá, São Vicente, Mongaguá e Itanhaém.
Por outro lado, as praias de Bertioga, Peruíbe, Cubatão, Iguape e Ilha Comprida foram classificadas como adequadas segundo os parâmetros estabelecidos. A Cetesb disponibiliza informações sobre a balneabilidade das praias por meio de seu site oficial.
A Prefeitura de Guarujá informou que notificou a Sabesp sobre possíveis vazamentos e conexões irregulares de esgoto na área da praia da Enseada. Essa suspeita surgiu em meio ao aumento de casos de gastroenterocolite aguda na região. No entanto, a Sabesp declarou que o surto não está relacionado aos serviços prestados pela companhia.
Em Santos, os atendimentos relacionados a viroses nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) aumentaram de 2.147 para 2.264 entre novembro e dezembro. Durante os primeiros três dias de janeiro, foram registrados 273 atendimentos nas UPAs. A Santa Casa também relatou um crescimento significativo nos casos de virose, com 109 ocorrências nos dois primeiros dias do mês.
Apesar desse cenário negativo neste verão, há uma expectativa otimista para 2024: todas as praias de Santos foram classificadas como "ruins", mas nenhuma foi categorizada como "péssima" pela primeira vez desde 2017.
Técnicos da Cetesb realizam coletas semanais nas praias do litoral paulista, retirando amostras de água a uma profundidade de um metro e registrando as condições climáticas no momento da coleta. As amostras são analisadas em laboratório para verificar a presença de bactérias e outros microrganismos que possam comprometer a saúde pública.
A alteração das bandeiras indicativas nas praias é baseada nos resultados das cinco últimas coletas realizadas pela Cetesb, conforme critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente.
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