A ViaQuatro informa que a operação foi restaurada após intervenções técnicas e aguarda a chegada de novos componentes da França

William Oliveira Publicado em 15/09/2025, às 08h00
A concessionária ViaQuatro anunciou a reabertura temporária de duas vias da Linha 4-Amarela nesta segunda-feira (15), após uma série de intervenções técnicas. A operação havia sido afetada por um descarrilamento ocorrido na semana anterior, e a empresa já se prepara para substituir componentes que precisam ser importados da França.
Segundo informações divulgadas, a linha voltou a operar integralmente entre as estações Vila Sônia e Luz, com trens circulando em intervalos regulares. A retomada aconteceu quase uma semana após o incidente, que provocou danos significativos no sistema de sinalização.
Equipes de engenharia e manutenção da ViaQuatro, junto a especialistas do fornecedor do sistema, atuaram de forma contínua desde o fim da semana passada para restaurar a operação. Após diversas intervenções e testes, foi possível garantir a circulação segura e confiável dos trens. Durante a avaliação, foram identificados danos em componentes específicos, cuja substituição é necessária, já que cada trecho possui uma programação própria.
Durante os reparos, as equipes conseguiram recuperar a programação automatizada do segmento afetado, permitindo a reativação do sistema dentro dos padrões exigidos de qualidade e segurança. Apesar disso, a empresa reforça que os equipamentos danificados serão trocados por novos, assegurando a excelência do serviço.
“Estamos acompanhando atentamente o processo de importação dos novos componentes, que devem chegar ao Brasil até o final desta semana”, afirmou um representante da ViaQuatro.
O incidente ocorreu no dia 9 de outubro, entre as estações Vila Sônia e São Paulo-Morumbi, na Zona Sul da capital. Um dos trens se desprendeu da composição e saiu dos trilhos. O sistema de sinalização detectou a falha e acionou automaticamente a parada, evitando ferimentos nos passageiros.
Por que as peças vêm da França?
As peças necessárias para o reparo precisam ser importadas da França devido à especificidade do sistema de sinalização Controle Baseado em Comunicação (CBTC). Esse modelo é desenvolvido de acordo com as características individuais de cada trecho da linha, sem possibilidade de uso de peças genéricas ou de estoque.
Segundo o engenheiro Peter Alouche, em entrevista ao g1, essa personalização torna inviável a manutenção de reservas: “Não é fabricação em série. Cada metrô automático, como Hong Kong, Paris e Lyon, tem seu projeto específico de sinalização. Não é coisa de prateleira”.
Sem os equipamentos adequados, a operação plena da linha fica comprometida. Enquanto os novos itens não chegam ao país, a ViaQuatro segue operando com restrições, o que implica intervalos maiores entre viagens e impacto direto para os usuários.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

Motorista de Porsche morre após colisão contra mureta na Rodovia dos Imigrantes

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Josh Grisetti, estrela de musicais da Broadway, morre aos 44 anos

Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e investiga possível propaganda eleitoral antecipada

Grupo quer Flávio longe de Lucas Bove; deputado é réu e defende "corrupto cristão"

São Paulo tem queda de casos graves ligados à influenza

Dino bloqueia R$ 6,15 milhões de Eduardo Cunha em apuração sobre emendas parlamentares