Mandado de prisão temporária emitido contra Henrique Moreira Lelis, conhecido como "Ditão Mancha", foi anulado com o apoio da Polícia Civil e do Ministério Público

William Oliveira Publicado em 06/11/2024, às 09h23
A Justiça decidiu anular o mandado de prisão temporária emitido contra Henrique Moreira Lelis, conhecido como "Ditão Mancha", um dos oito torcedores do Palmeiras sob investigação pela emboscada a torcedores do Cruzeiro em Mairiporã, na Grande São Paulo, no final do mês anterior. A decisão foi confirmada nesta terça-feira (6) por fontes do g1 e da TV Globo.
O Ministério Público (MP) e a Polícia Civil apoiaram o pedido de revogação feito pela defesa de Henrique, alegando que ele se encontrava no Rio de Janeiro no momento do incidente. Com base nisso, a Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) solicitaram à Justiça o cancelamento do mandado de prisão.
A anulação da ordem de prisão temporária contra Henrique foi concedida, mas outros sete torcedores palmeirenses ainda têm seus mandados ativos. Eles são suspeitos de envolvimento no ataque atribuído à torcida organizada Mancha Alviverde, que resultou na morte de um torcedor cruzeirense e ferimentos em 17 membros da Máfia Azul em 27 de outubro.
Inicialmente, Henrique foi identificado como participante da emboscada por meio de fotos, conforme indicado na investigação policial. No entanto, evidências subsequentes não corroboraram essa identificação. De acordo com as autoridades, a prisão temporária visa esclarecer a autoria e materialidade dos crimes; quando se comprova que um suspeito não estava envolvido, a prisão é anulada.
Entre os suspeitos restantes, Alekssander Ricardo Tancredi já foi detido. Os demais continuam foragidos e são alvos de buscas pela polícia. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da Mancha Alviverde em São Paulo e nas residências dos investigados.
O número de investigados pode aumentar, já que a Drade e o Gaeco estão verificando a possível participação de até 150 membros da Mancha no ataque aos ônibus da Máfia Azul. Imagens das câmeras de segurança e registros dos próprios agressores nas redes sociais estão sendo analisados pelas autoridades para identificar os envolvidos.
A investigação sugere que o ataque foi uma retaliação por uma agressão sofrida pelos palmeirenses em 2022, em Minas Gerais. Naquela ocasião, os torcedores do Cruzeiro teriam humilhado líderes palmeirenses.
Os palmeirenses identificados serão responsabilizados pelo homicídio do cruzeirense José Victor Miranda, pelas lesões infligidas aos membros da Máfia Azul e também por danos materiais, tumulto e associação criminosa.
Quem são os 7 palmeirenses investigados?
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