Decisão liminar suspende demissão de Henrique Velozo e determina pagamento de salário enquanto policial aguarda julgamento pelo homicídio do campeão de jiu-jítsu

Lívia Gennari Publicado em 16/10/2025, às 09h39
A Justiça de São Paulo determinou a reintegração do ex-policial Henrique Otavio Oliveira Velozo à Polícia Militar até o julgamento do caso, em que é acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, em 2022.
A decisão liminar foi assinada pelo desembargador Ricardo Dip, do Tribunal de Justiça de SP (TJSP), e suspendeu os efeitos do decreto do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que havia demitido Velozo da corporação. O magistrado também ordenou que o governo estadual e a PM retomem o pagamento do salário de R$ 14,6 mil ao ex-policial, argumentando que a suspensão do pagamento violaria a presunção de inocência.
Mais de três anos depois do crime, ex-PM foi demitido
A demissão de Velozo foi publicada no Diário Oficial no último dia 22 de setembro, cumprindo uma determinação do Tribunal de Justiça Militar de SP, que, em junho, já havia determinado a perda do posto e da patente do tenente.
A decisão veio mais de três anos após o crime, ocorrido em agosto de 2022, quando Henrique Velozo atirou na cabeça de Leandro Lo durante uma briga dentro de um show de pagode no Clube Sírio, na Zona Sul da capital paulista.
Desde o dia do crime, Velozo está preso no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Entretanto, a Justiça decidiu recentemente que o PM será transferido para uma unidade prisional comum, atendendo a um pedido do Ministério Público.
Apesar da prisão e da demissão, ele ainda não foi julgado. O júri já foi adiado duas vezes, a última vez sendo em 5 de agosto, após um bate-boca entre os advogados do ex-PM e os promotores do caso, no Tribunal Criminal da Barra Funda. O julgamento foi remarcado para os dias 12, 13 e 14 de novembro.
Quem foi Leandro Lo
Leandro Lo, de 33 anos, foi um dos maiores nomes do jiu-jítsu mundial, com oito títulos de campeão mundial, cinco Copas do Mundo da modalidade e oito títulos Pan-americanos. Sua morte chocou o esporte e a comunidade paulista, deixando um legado marcado pela excelência e dedicação às artes marciais.

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