Decisão judicial permite avanço em projeto de urbanização na Favela do Moinho

Gabriela Thier Publicado em 20/10/2025, às 17h22
A Justiça do Estado de São Paulo concedeu permissão ao Governo estadual para dar prosseguimento à demolição de estruturas desocupadas na Favela do Moinho, situada na área central da cidade. Essa decisão foi tomada após uma audiência de conciliação e impacta 636 famílias que já deixaram suas residências na região, com o intuito de facilitar a implementação de um projeto de urbanização.
A necessidade dessa medida surgiu em meio a um entrave na operação, uma vez que a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) enfrentava dificuldades para operar as máquinas de demolição. Com a autorização judicial, a CDHU dispõe de um prazo de dez dias, que se encerra na próxima sexta-feira (24), para proceder com a remoção dos entulhos das 146 demolições já realizadas, totalizando 457 imóveis. Após essa etapa, poderão ser iniciadas novas demolições nos imóveis que já se encontram vazios.
O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, enfatizou a importância da demolição para garantir a segurança dos moradores que ainda residem na comunidade e para o progresso dos projetos de infraestrutura planejados para a área. "É imprescindível que realizemos a demolição [...] para não colocar em risco aqueles que ainda estão lá e possibilitar o avanço dos projetos, como parques e uma nova estação de metrô que serão construídos naquela localização", afirmou. O secretário ressaltou que as ações se concentram unicamente nas unidades já desocupadas, após a remoção das famílias afetadas.
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