Suspeito mantinha 24 aves silvestres em cativeiro sem a devida autorização

William Oliveira Publicado em 13/11/2024, às 11h38
Em uma operação realizada na última terça-feira (12), a Polícia Militar Ambiental autuou um homem em Álvares Machado, no interior de São Paulo, por manter 24 aves silvestres em cativeiro sem a devida autorização. A penalidade aplicada foi de R$ 13 mil. As autoridades relataram que o indivíduo utilizava dois pássaros como "iscas" para atrair outras aves, que também acabavam capturadas. Após a ação policial, todos os animais foram devolvidos ao seu habitat natural.
A infração foi descoberta durante uma inspeção de rotina na região. Os policiais avistaram várias gaiolas penduradas na parte externa de uma residência e abordaram o morador, um homem de 59 anos. Durante o interrogatório, ele admitiu não possuir licença para a criação amadora de aves nativas.
Na propriedade, foram encontrados exemplares de diversas espécies, incluindo quatro curiós, quatro canários-da-terra, 11 coleirinhos-papa-capim, um trinca-ferro, dois cambacicas, um pássaro-preto, um tiziu, um sabiá-barranco e um bigodinho. Além das aves, foram confiscados quatro alçapões, 24 gaiolas, uma gaiola batedeira e uma armadilha.
De acordo com a Polícia Ambiental, o tiziu e o canário-da-terra eram empregados como "chama" ou isca: ficavam em gaiolas, cantando próximas a alçapões com alimento, atraindo outras aves que acabavam presas. O infrator recebeu duas multas: R$ 12 mil por manter fauna silvestre sem permissão e R$ 1 mil pelo uso indevido das aves como iscas.
As autoridades garantiram que todas as aves foram libertadas com segurança no ambiente natural e destruíram os equipamentos apreendidos. O acusado responderá criminalmente pelos seus atos.
Em outra ação realizada na segunda-feira (11), a Polícia Ambiental interceptou uma rede de pesca ilegal no Rio Paranapanema, próximo à Usina Hidrelétrica de Capivara, em Taciba. A rede tinha 300 metros de comprimento e estava armada no leito do rio. Os peixes capturados foram devolvidos à água. Não foi possível identificar o responsável pela rede, que foi levada para a sede da Polícia Ambiental em Presidente Prudente para investigações futuras.
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