Ministro da Fazenda afirma que engajamento político é essencial para enfrentar desigualdades e preservar a democracia

Letícia Sales Publicado em 07/02/2026, às 14h22
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), defendeu neste sábado (7), em São Paulo, a mobilização da sociedade contra a extrema-direita e em defesa da democracia. As declarações foram feitas durante o lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, no Sesc 14 Bis, na região central da capital paulista.
Ao participar de uma mesa de debate ao lado do cientista político Celso Rocha de Barros e da historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, Haddad destacou que o avanço da extrema-direita exige reação ativa da sociedade. Segundo ele, diferentemente de reflexões feitas em obras anteriores, escritas nos anos 1990, o momento atual impõe menos contemplação e mais ação política.
“O otimismo deste livro vem do fato de que a extrema-direita já ascendeu. Eu não acredito que a humanidade vai ficar parada”, afirmou o ministro. Para Haddad, entrar na política significa buscar caminhos para reduzir desigualdades sociais, mesmo que isso implique enfrentar críticas de diferentes espectros ideológicos.
O livro lançado neste sábado revisita pesquisas acadêmicas desenvolvidas por Haddad durante o mestrado e o doutorado, atualizando análises sobre o capitalismo à luz dos desafios contemporâneos. A obra propõe uma reflexão sobre modelos econômicos e o papel do pensamento progressista em um cenário global marcado por transformações tecnológicas e tensões políticas.
O evento ocorre em meio a especulações sobre o futuro político do ministro. Haddad vem sendo apontado por setores do PT como possível candidato nas eleições de outubro, especialmente para o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado. Apesar da pressão, o ministro tem reiterado que não pretende disputar cargos eletivos e que sua prioridade é contribuir com o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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