A quantia foi determinada em um acordo de uma ação pública contra o ex-prefeito

Nathalia Jesus Publicado em 20/04/2023, às 11h06
A Eucatex, empresa que pertence a família Maluf, e o Banco BTG Pactual começaram nessa semana o pagamento previsto no acordo com o Ministério Público e a Procuradoria-Geral de São Paulo para devolver US$ 44 milhões (aproximadamente R$ 220 milhões) aos cofres municipais.
Na última quarta-feira (19), as empresas pagaram US$ 38 milhões - equivalente a R$ 152,8 milhões. Em breve devem ser liberados outros dois pagamentos de R$ 35 milhões. Com isso, a família Maluf, perde mais de um terço da empresa Eucatex, passando os poderes ao BTG Pactual.
A devolução é resultado de uma ação civil pública contra o ex-prefeito Paulo Maluf por desvio de verbas das obras da Avenida Jornalista Roberto Marinho e Túnel Ayrton Senna, entre 1993 e 1998, de acordo com informações do g1.
Em nota oficial, a Eucatex afirmou que “com a concordância de todas as autoridades envolvidas e o aval dos entes reguladores, o acordo de autocomposição firmado pela Companhia e o Ministério Público encerra antiga controvérsia jurídica de forma definitiva e demonstra a postura colaborativa de empresa, que agora, sem estar sujeita a novos questionamentos, poderá seguir com suas atividades de forma estável e com segurança jurídica, além de alcançar novos níveis de governança corporativa de forma a confirmar as expectativas do mercado”.
A gestão atual do município, sob comando de Ricardo Nunes (MDB), atingiu, em fevereiro deste ano, cerca de R$ 39 bilhões em caixa, segundo dados da Secretaria Municipal da Fazenda.
A quantia já é a maior registrada por uma administração municipal e supera os R$ 30 milhões deixados no ano passado.
Maluf foi acusado pelo MPF de usar contas no exterior para lavar o dinheiro desviado. Ele usava contas bancárias em nome de empresas offshores (firmas usadas para investimentos no exterior) para enviar dinheiro desviado e reutilizar parte do dinheiro da compra de ações de empresas da família dele, a Eucatex.
A construtora responsável teria promovido um superfaturamento da obra e repassado o dinheiro a Paulo Maluf. A Prefeitura e o Ministério Público adicionaram ao processo diversos documentos como extratos bancários e cópias de cheques tentando mostrar o caminho do dinheiro, passando primeiro por Nova York e indo parar em Jersey.
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