Presença da condenada em atividade universitária provocou comentários entre alunos e reacendeu lembranças do crime que chocou o país

Manoela Cardozo Publicado em 25/05/2026, às 16h22
Suzane von Richthofen voltou a chamar atenção após participar de uma visita técnica a uma delegacia ao lado de colegas da faculdade de Direito. A atividade aconteceu na última sexta-feira, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, onde ela atualmente cursa o terceiro ano da graduação.
A visita foi realizada no 1º Distrito Policial da cidade e reuniu cerca de 20 estudantes da Universidade São Francisco. Segundo informações divulgadas pelo colunista Ullisses Campbell, a atividade fazia parte da disciplina de Direito Penal e tinha como objetivo apresentar aos alunos o funcionamento de uma unidade policial.
Durante aproximadamente duas horas, os estudantes conversaram com delegados, investigadores e escrivãs da delegacia. De acordo com relatos, praticamente todos os alunos participaram com perguntas, mas Suzane permaneceu em silêncio durante quase toda a visita.
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A postura discreta chamou atenção justamente por causa da relação dela com investigações policiais no passado. Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, Suzane frequentou diversas vezes o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa entre os anos de 2002 e 2006, período em que foi interrogada repetidamente durante as investigações do caso.
Ainda segundo relatos obtidos pela reportagem, alguns estudantes chegaram a brincar reservadamente sobre a presença dela na atividade.
“Talvez ela tenha mais a ensinar do que aprender sobre o funcionamento de uma delegacia de homicídios”, comentou um aluno, segundo a coluna.
A situação ganhou ainda mais repercussão porque Suzane já havia iniciado um curso de Direito antes de ser presa. Na época, ela estudava na PUC-SP e chegou a participar de visitas acadêmicas ao Fórum Criminal da Barra Funda, local onde anos depois seria julgada e condenada pelo crime que marcou o país.
Hoje vivendo em regime aberto, Suzane segue uma rotina discreta. Apesar de estar mais integrada à turma da faculdade, ela não costuma participar de confraternizações fora do ambiente universitário e precisa cumprir horários determinados pela Justiça.
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