Com um investimento estimado em R$ 19 bilhões, a linha conectará a Brasilândia, na Zona Norte, ao centro da capital paulista

William Oliveira Publicado em 10/02/2025, às 10h35
No último domingo (9), a máquina tuneladora conhecida como Tatuzão chegou à estação São Joaquim, marcando o fim das escavações da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. Esta estação conclui o trecho sul da nova linha, enquanto, na mesma semana, a tuneladora também alcançou a futura estação Brasilândia, localizada no extremo norte da linha.
Com um investimento estimado em R$ 19 bilhões, a Linha 6-Laranja conectará a Brasilândia, na Zona Norte, ao centro da capital paulista, reduzindo o tempo de viagem entre os dois pontos de uma hora e meia para apenas 23 minutos.
A nova linha terá 15 quilômetros de extensão e contará com 15 estações, interligando-se com outras quatro linhas do metrô: 1-Azul, 4-Amarela, 7-Rubi e 8-Diamante. A próxima fase do projeto envolve a instalação dos trilhos, sistemas necessários e aquisição dos trens. A previsão é que a primeira fase da obra seja entregue no segundo semestre de 2024, com a conclusão total agendada para 2027.
Em maio de 2023, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou que o primeiro trecho da linha seria inaugurado em setembro de 2026. Recentemente, ele atualizou a previsão, afirmando que o primeiro trem deve entrar em operação em outubro daquele ano, coincidindo com as eleições presidenciais e estaduais, onde sua reeleição ao governo paulista ou uma candidatura à Presidência estão em pauta.
A construção da Linha 6-Laranja é resultado de uma Parceria Público-Privada (PPP), em que a concessionária responsável pelo projeto cuida da construção e da posterior exploração comercial da linha.
Frequentemente chamada de "Linha das Universidades", devido à proximidade com importantes instituições de ensino superior como a PUC-SP e FAAP, a obra foi retomada pelo consórcio Linha Uni, liderado pelo grupo espanhol Acciona, após a desistência do consórcio Move São Paulo em 2018, o que causou uma suspensão temporária das obras. As atividades foram reiniciadas em 2020 sob a responsabilidade da Acciona.
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