Diário de São Paulo
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TRÁFICO

Empresário de SP é detido por lavar dinheiro do tráfico

O empresário Wellington Nascimento Salomão foi preso em flagrante em Cubatão com R$ 114 mil em dinheiro vivo, em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC)

Suspeito operava por meio de três restaurantes em São Paulo - Imagem: Divulgação / Polícia Civil
Suspeito operava por meio de três restaurantes em São Paulo - Imagem: Divulgação / Polícia Civil

William Oliveira Publicado em 28/11/2025, às 11h25


Nesta terça-feira (25), o empresário Wellington Nascimento Salomão foi detido em flagrante sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Segundo a investigação, ele operava por meio de três restaurantes localizados no litoral sul de São Paulo.

A Polícia Civil apurou a existência de uma organização criminosa dedicada à lavagem de recursos provenientes do tráfico na Comunidade Vila dos Pescadores, em Cubatão. Wellington é apontado como responsável pelos estabelecimentos, onde supostamente coletava valores ilícitos periodicamente utilizando um veículo modelo Polo.

Investigação

Após meses de investigações, o empresário foi abordado enquanto dirigia seu carro e, com ele, a polícia encontrou uma sacola contendo R$ 114 mil em espécie. Os registros policiais confirmaram a existência de um mandado de busca e apreensão contra ele.

Posteriormente, as autoridades cumpriram o mandado na residência de Wellington, onde foram apreendidos diversos itens ligados às atividades ilícitas, incluindo munições, anotações contábeis e livros associados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os itens apreendidos incluem:

  • Dois veículos: Polo (utilizado na coleta de dinheiro) e uma Montana;
  • R$ 114 mil em dinheiro vivo;
  • Dois celulares;
  • Quatro correntes, um anel e um bracelete dourados;
  • Cadernos com anotações contábeis relacionadas ao tráfico e à lavagem de dinheiro;
  • Três livros sobre o PCC;
  • 21 chips de telefone celular;
  • Dois relógios;
  • 55 gramas de haxixe;
  • Um carregador com munição calibre .45 e oito munições calibre 28.5.

As investigações apontam que, nos últimos quatro anos, Wellington apresentou crescimento econômico desproporcional, passando de funcionário a proprietário de três restaurantes de grande porte sem justificativa financeira clara. Em consequência, as autoridades solicitam a quebra de sigilos fiscal e bancário para aprofundar a investigação.

O empresário responde a acusações de associação para o tráfico de drogas, lavagem ou ocultação de bens e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.


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