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POLÊMICA

Em meio a apagão, técnicos da Enel gravam ‘dançinha’ na Paulista: “Nossa missão”

Técnicos da Enel foram flagrados dançando em vídeo durante apagão que afetou mais de 500 mil residências em São Paulo

Em meio a apagão, técnicos da Enel gravam ‘dançinha’ na Paulista - Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Em meio a apagão, técnicos da Enel gravam ‘dançinha’ na Paulista - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 13/12/2025, às 10h00


Nesta sexta-feira (12), um episódio inusitado chamou a atenção na Avenida Paulista, em São Paulo, quando técnicos contratados pela Enel foram flagrados gravando um vídeo dançante enquanto a cidade enfrentava um dos piores apagões de sua história. O incidente ocorreu em um momento crítico, com mais de 519 mil residências sem energia elétrica.

Por volta das 10 horas da manhã, quatro profissionais da STN, empresa terceirizada que presta serviços à Enel, estavam na calçada em frente ao Parque Trianon. A filmagem contava com a orientação de uma equipe de marketing e mostrava os técnicos dançando ao som de uma música cujas letras promoviam a segurança e o comprometimento da empresa com seus clientes.

“Segurança é nossa missão, dedicação sem fim, sem razão. Trazendo aos clientes um presente para as famílias, vida descente”, dizia a música que tocava durante filmagem.

O momento descontraído contrasta fortemente com as críticas crescentes à Enel, principalmente em relação à lentidão na recuperação do fornecimento de energia após a passagem de um ciclone extratropical que atingiu a região no dia 10 de dezembro. A insatisfação é evidente, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB)chegou a questionar a gestão da concessionária, apontando que as garagens da empresa estavam cheias de veículos enquanto centenas de milhares de pessoas aguardavam por assistência.

Confira o momento:

Em resposta ao episódio do vídeo, a Enel afirmou que a gravação não foi autorizada pela companhia, distanciando-se do ocorrido e das implicações geradas pelo apagão.

POLEMICAS

Nesta quinta-feira (11), uma outra polêmica envolvendo funcionários da Enel. Em meio à lentidão no restabelecimento de energia, que já durava mais de 48 horas em diversas áreas de São Paulo, um funcionário terceirizado da Alpitel, empresa parceira da concessionária, foi detido em flagrante na Vila Mariana por corrupção passiva. O colaborador, identificado como Alex, admitiu ter solicitado propina para realizar um serviço de religamento emergencial.

O episódio veio à tona após o subprefeito da Vila Mariana, Rafael Minatogawa, receber uma denúncia e decidir averiguar a situação pessoalmente na Rua Estado de Israel. O funcionário Alex foi abordado e, conforme relatado e gravado pelo próprio subprefeito, confessou ter solicitado a quantia de R$ 2.500 de um comerciante local para executar um serviço que, por lei, deveria ser oferecido gratuitamente pela concessionária.

A investigação revelou que o funcionário teria orientado o comerciante a realizar um depósito via PIX como pagamento pelo religamento ilegal. A prisão em flagrante foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, e o caso foi encaminhado ao 16º Distrito Policial. O flagrante agrava a situação da Enel, que já vinha sendo criticada pela demora em atender aos chamados e reparar os danos causados pelo ciclone na rede elétrica.

Em nota, a Enel se defendeu, afirmando que os atendimentos emergenciais — incluindo os reparos necessários para restabelecer o fornecimento — não geram qualquer cobrança individual ao cliente. A companhia reforçou que exigências de pagamento são proibidas e estão fora de suas regras de conduta, e prometeu tomar todas as medidas cabíveis contra a conduta mal-intencionada de funcionários próprios ou terceirizados.


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