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Crime Organizado

Derrite assume relatoria de projeto que classifica facções como terroristas

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, foi exonerado temporariamente para assumir a relatoria de um projeto que classifica facções criminosas como organizações terroristas

O secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Lula Marques
O secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Lula Marques

William Oliveira Publicado em 06/11/2025, às 12h22


Nesta quarta-feira (5), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, foi exonerado para retornar temporariamente à Câmara dos Deputados em Brasília. Sua nova função será atuar como relator do projeto de lei que pretende classificar facções criminosas como organizações terroristas.

A saída temporária do governo de Tarcísio de Freitas deve durar cerca de uma semana, até a conclusão das votações na Câmara. Inicialmente, a relatoria do projeto caberia ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que decidiu transferir a responsabilidade a Derrite.

O projeto propõe enquadrar facções conhecidas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e milícias, na mesma categoria de organizações terroristas. A medida ganhou força após uma grande operação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes oficialmente registradas.

Especialistas apontam que a manobra política também pode favorecer Derrite nas eleições de 2026, quando ele manifestou interesse em disputar uma cadeira no Senado pelo estado de São Paulo.

O projeto foi apresentado em março pelo deputado Danilo Forte e já passou pela Comissão de Segurança Pública. No início desta semana, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Paulo Azi, incluiu a proposta na pauta da comissão. Apesar de um requerimento de urgência que dispensaria a análise das comissões temáticas, Azi decidiu discutir o texto devido a questionamentos sobre sua constitucionalidade.

"O que me fez tomar essa iniciativa é que estão ocorrendo questionamentos sobre a constitucionalidade da matéria, e o foro próprio para essa discussão é lá na comissão", explicou Azi.

Apesar da inclusão na pauta, ainda não há garantias de que a votação ocorra conforme o planejado, já que membros do governo podem solicitar mais tempo para análise.


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