Médica Fabiana Khauam Marangoni confirma desentendimento com o marido, o deputado federal Fernando Marangoni, e afirma ter sido agredida; caso ocorreu na manhã desta quarta-feira no ABC paulista.

Ana Beatriz Publicado em 01/04/2026, às 23h31
A médica Fabiana Khauam Marangoni denunciou ter sido agredida pelo marido, o deputado federal Fernando Marangoni, durante uma discussão em seu apartamento em Santo André, resultando em sua solicitação para que ele deixasse a residência.
O incidente ocorreu após o deputado anunciar sua filiação ao Podemos e se destaca pelo seu histórico em pautas de violência doméstica, incluindo a relatoria de um projeto que prevê prisão imediata para agressores que descumprirem medidas protetivas.
Após a agressão, ambos compareceram à Delegacia de Defesa da Mulher para prestar depoimentos, e o caso está sendo investigado, sem informações sobre medidas judiciais até o momento.
A médica Fabiana Khauam Marangoni afirmou ter sido agredida pelo marido, o deputado federal Fernando Marangoni, durante um desentendimento ocorrido na manhã desta quarta-feira (1º), em Santo André, na região do ABC paulista.
Em vídeo que circula nas redes sociais, Fabiana confirma a agressão e relata que a discussão aconteceu dentro do apartamento do casal. Segundo ela, apesar do conflito, não houve destruição do imóvel, como chegou a ser apontado em relatos iniciais. A médica afirmou ainda que deseja que o deputado deixe a residência.
Após o episódio, o parlamentar foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santo André, após vizinhos acionarem a polícia. Fabiana também compareceu à unidade para prestar depoimento. O caso foi registrado e deve ser apurado pelas autoridades.
Fabiana Khauam Marangoni tem atuação política recente no município. Nas eleições municipais de 2024, foi candidata a vice-prefeita de Santo André pelo União Brasil, compondo chapa com o então candidato Eduardo Leite, mas não foi eleita.
O episódio ocorre em meio a uma mudança recente na trajetória política de Fernando Marangoni. Na véspera do caso, o deputado anunciou sua filiação ao Podemos, após deixar o União Brasil. Com carreira acadêmica e jurídica, ele é professor universitário, advogado e doutor em Ciências Sociais, além de já ter ocupado cargos públicos nas áreas de habitação tanto no município quanto no governo do estado de São Paulo.
A situação ganha ainda mais repercussão pelo histórico recente do parlamentar em pautas relacionadas à violência doméstica. Marangoni foi relator de um projeto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados que prevê a prisão imediata de agressores que descumprirem medidas protetivas.
Nas redes sociais, ao defender a proposta, o deputado afirmou que o objetivo era reforçar a proteção às vítimas. Ele destacou que o descumprimento de medidas judiciais deveria resultar automaticamente em prisão preventiva, como forma de impedir a continuidade das ameaças e agressões.
O caso segue sob investigação, e até o momento não há informações oficiais sobre eventuais medidas judiciais adotadas após os depoimentos.
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