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Operação Vérnix

Deolane Bezerra é presa em operação que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Operação Vérnix cumpre mandados contra familiares de Marcola e supostos operadores do esquema

Influenciadora foi alvo da Operação Vérnix - Imagem: Reprodução/Instagram
Influenciadora foi alvo da Operação Vérnix - Imagem: Reprodução/Instagram

Redação Publicado em 21/05/2026, às 07h00 - Atualizado às 07h36


A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Batizada de Operação Vérnix, a ofensiva cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão em diferentes cidades paulistas. Entre os alvos da investigação estão Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como principal líder da facção criminosa, além de familiares próximos dele.

Também foram incluídos na operação o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Segundo os investigadores, o grupo utilizaria empresas de fachada e terceiros para ocultar patrimônio e movimentar recursos atribuídos ao PCC. Uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, teria sido usada para lavar dinheiro ligado à família de Marcola.

Outro preso na operação foi Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pela polícia como responsável pela movimentação financeira do esquema. Mensagens interceptadas durante a investigação indicariam que ele orientava pagamentos, transferências e uso de contas bancárias ligadas aos investigados.

De acordo com o Ministério Público, Deolane Bezerra teria recebido depósitos considerados suspeitos entre os anos de 2018 e 2021. A análise financeira identificou dezenas de transferências fracionadas destinadas às contas da influenciadora, incluindo repasses que, somados, chegaram perto de R$ 700 mil.

Parte dos valores teria sido enviada por um homem residente na Bahia, que recebe salário mínimo e é suspeito de atuar como “laranja” nas movimentações investigadas.

Ainda segundo os investigadores, os recursos recebidos não teriam sido declarados formalmente às autoridades competentes. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas vinculadas à influenciadora.

A operação também resultou na apreensão de 39 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões. Somando bloqueios financeiros e patrimoniais, a Justiça determinou restrições que ultrapassam R$ 357 milhões.

Deolane havia retornado ao Brasil na quarta-feira (20), após passar as últimas semanas em Roma, na Itália. Durante as investigações, o nome da influenciadora chegou a ser incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis ligados à influenciadora em Barueri, além de outros endereços relacionados aos investigados. Um influenciador apontado como filho de criação de Deolane e um contador também foram alvos da operação.

As investigações tiveram início em 2019, após a apreensão de manuscritos e bilhetes encontrados com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo a polícia, o material continha ordens internas da facção, registros de movimentações financeiras e informações sobre integrantes do alto escalão do PCC.


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