Procuradoria-Geral de Justiça recebe relatório sobre abusos na operação

Marina Milani Publicado em 01/03/2024, às 07h53
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez comentários nesta quinta-feira (29) sobre as denúncias recentes de violações de direitos humanos durante a chamada 'Operação Verão' na Baixada Santista, realizada pela Polícia Militar.
Tarcísio ressaltou que o objetivo da Segurança Pública não é matar criminosos, mas sim prendê-los, pois considera que um criminoso detido pode fornecer informações relevantes.
“Interessa pra nós prender, porque, um criminoso preso, é uma fonte de informação. (...) o combate, infelizmente, é um negócio duro. A gente não quer o confronto, mas a gente está preparado para o confronto. E quem confrontar, vai se dar mal”, declarou.
Ele enfatizou a disposição da polícia para confrontos, caso eles ocorram durante as operações, mas ressaltou que o combate ao crime é uma tarefa árdua. O governador expressou confiança no trabalho da PM, afirmando que o governo está ciente das pressões enfrentadas pelos moradores das comunidades devido ao tráfico de drogas.
A 'Operação Verão' resultou em 38 mortes, e entidades como Comissão Arns, Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, CONDEPE, Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Instituto Sou da Paz entregaram um documento ao Ministério Público, apontando graves falhas da polícia durante a operação. Entre as denúncias estão execuções sumárias, invasões ilegais de domicílio e abusos policiais durante abordagens.
Tarcísio defendeu a ação da polícia, argumentando que o combate ao crime organizado é uma prioridade e que é necessário devolver espaços para os cidadãos. Ele destacou os desafios enfrentados pelo governo no enfrentamento ao tráfico de drogas, mas reiterou o compromisso em limpar as áreas afetadas pela criminalidade.
Enquanto isso, a Procuradoria-Geral de Justiça recebeu um relatório detalhando as denúncias de abusos e violência policial durante a operação na Baixada Santista. Entidades de defesa dos direitos humanos e institutos ligados à segurança pública relataram casos de assassinatos, tortura, mudança de cena do crime e abusos policiais, ocorridos durante a Operação Verão. O documento destaca uma série de violações graves e pede uma investigação rigorosa sobre os acontecimentos.
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