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Mansão

Credor aponta fraude em venda de mansão de R$ 50 milhões para Roberto Justus e pede investigação pela justiça

Petição aponta confusão patrimonial, simulação judicial e fraude contra credores

Marcelo Gurgel, Roberto Justus, Felipe Albieri e Júlio Albieri denunciados em suposta simulação judicial - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Marcelo Gurgel, Roberto Justus, Felipe Albieri e Júlio Albieri denunciados em suposta simulação judicial - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Redação Publicado em 19/12/2025, às 19h28


Uma nova petição protocolada nos autos judiciais da mineradora Buritirama, em trâmite na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, coloca sob suspeita a cadeia de propriedade de uma mansão avaliada em cerca de R$ 50 milhões. O imóvel ganhou destaque recente na mídia nacional após notícias de que o empresário e apresentador Roberto Justus teria sido vítima de um golpe durante a tentativa de compra do bem.

O documento, apresentado pela defesa de um dos credores habilitados, solicita que o Administrador Judicial apure com rigor a transação e avalie a arrecadação do imóvel para a massa falida, visando o pagamento das dívidas da empresa. A petição argumenta que a mansão, embora registrada formalmente em nome da empresa Skypar Empreendimentos e Participações Ltda., pertence de fato ao patrimônio da massa da Buritirama.

Segundo o documento apresentado à Justiça, existem provas documentais de confusão patrimonial. A própria devedora já teria confessado judicialmente, em outros processos, que a Skypar integra o grupo econômico da mineradora. Além disso, o imóvel da Skypar foi utilizado reiteradamente para garantir dívidas e operações financeiras da Buritirama, que figurou inclusive como avalista da proprietária formal do imóvel.

O ponto mais controverso levantado pelo credor envolve uma suposta simulação judicial.  petição aponta que a atual disputa judicial pela posse do imóvel, travada entre a Skypar e a empresa Albieri Transporte e Logística Ltda., de propriedade de Júlio Cezar Albieri e Felipe Albieri, seria um teatro processual, pois a arrematação do imóvel pela empresa dos agora investigados, seguida de um litígio judicial, teria sido arquitetada para validar a transferência do bem e criar uma aparência de legalidade, retirando o ativo do alcance dos credores nos processos. A petição ainda cita reportagens recentes que indicam um acordo prévio, o também contato e solicitação por parte do corretor Marcelo Gurgel para a venda do imóvel pela Skypar, sendo representante de Roberto Justus, e a comunicação constante entre as partes que hoje supostamente brigam na justiça.

Diante da repercussão do caso e dos elementos que indicam que o imóvel de alto padrão deveria integrar o acervo para pagamento de credores, o peticionante requer que o Juízo determine a apuração imediata da cadeia dominial do imóvel.  O objetivo é evitar que um ativo de aproximadamente R$ 50 milhões seja desviado por meio de fraudes ou simulações.


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