Economista alerta para a queda nas vendas e os desafios enfrentados pelos empresários após o ciclone que atingiu a capital

Gabriela Thier Publicado em 11/12/2025, às 17h34
Na última quarta-feira (10), a Grande São Paulo sofreu um impacto significativo em seu setor comercial, com perdas estimadas em R$51,7 milhões devido a interrupções no fornecimento de energia elétrica. Essa avaliação foi realizada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, ligado à Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP), e considera o volume de vendas diárias na região metropolitana.
A Enel, a concessionária responsável pelo fornecimento de energia na área, informou que mais de 2 milhões de consumidores ficaram sem eletricidade devido aos ventos intensos causados por um ciclone que atingiu o litoral paulista.
De acordo com Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, quantificar os prejuízos totais é um desafio, uma vez que os efeitos do ciclone não foram uniformes em toda a capital e algumas áreas ainda aguardam a normalização do serviço elétrico.
O economista ressaltou que o principal reflexo dessa situação é a queda nas vendas, especialmente naquelas realizadas por impulso e compras imediatas dos consumidores. "A diminuição da atividade comercial é notória e preocupa os empresários da região", afirmou Gamboa.
No dia seguinte ao incidente, quinta-feira (11), a região ainda enfrentou ventos moderados, com velocidades entre 20 e 30 km/h. Apesar de consideravelmente menores do que os registrados na quarta-feira — onde rajadas superaram os 98 km/h —, houve uma marca de 64,8 km/h registrada no Aeroporto de Congonhas. O impacto dos ventos fortes foi visível com árvores caindo sobre veículos na cidade.
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