Prisão ocorreu em Holambra, SP, após avó de menino descobrir conteúdo sexual no celular do neto, levando a investigações

William Oliveira Publicado em 22/05/2025, às 09h57
Na última segunda-feira (19), a Polícia Federal do Paraná e a Polícia Civil de São Paulo prenderam Gabriel Pinho Morais, um auxiliar de serviços gerais de 21 anos, acusado de aliciar sexualmente crianças pela internet. A prisão ocorreu em Holambra, interior de São Paulo, após investigações que se iniciaram quando a avó de um menino de 11 anos descobriu conteúdo sexual no celular do neto.
A investigação revelou que Gabriel utilizava o popular jogo Free Fire para estabelecer contato com suas vítimas, todas do sexo masculino. Ele admitiu à polícia que enviava orientações sobre masturbação e pedia fotos íntimas das crianças, justificando suas ações como um compartilhamento de conhecimento.
"Eu tinha um texto com orientações que eu mandava [sobre masturbação]. No começo a intenção não era essa [pedir fotos] era só compartilhar o conhecimento", disse o suspeito durante seu depoimento.
Gabriel relatou que começou a aliciar crianças há cerca de quatro anos e que se dirigia a elas após avaliar se eram "pessoas interessantes". O juiz Felipe Augusto Martins, responsável pela expedição do mandado de prisão no último dia 15, destacou que os elementos coletados apontam para uma conduta criminosa que se tornou uma verdadeira forma de vida para o réu.
As ações do auxiliar eram meticulosamente planejadas. Ele trocava chips de celular para dificultar sua identificação e usava diversas táticas para conquistar a confiança das crianças. Em troca de vantagens no jogo, ele solicitava fotos e vídeos em que as crianças manipulavam suas partes íntimas, que posteriormente eram armazenados e compartilhados entre outros pedófilos.
A prisão foi efetivada após uma investigação minuciosa da Polícia Civil, que começou em abril. O caso anterior envolvendo Gabriel também levantou preocupações, já que ele havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão em outubro do ano passado, relacionado a outro processo por aliciamento de menores na internet.
Após a prisão, Gabriel foi encaminhado ao litoral paulista, onde sua detenção foi mantida durante a audiência de custódia. A Defensoria Pública agora representa o suspeito enquanto as investigações continuam em busca de mais evidências contra ele.
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