Diário de São Paulo
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INVESTIGAÇÃO

Apresentador vira alvo da Justiça por suspeita de vender joias roubadas por quadrilha

O empresário e apresentador Paulo César Calluf, dono do programa de televendas “Mil e Uma Noites”, tornou-se alvo da Justiça de Ribeirão Preto por suspeita de vender joias roubadas de quadrilha investigada pela Polícia Civil

Caso ganhou notoriedade quando uma das vítimas reconheceu e comprou suas próprias joias - Imagem: Reprodução / YouTube / SulaoVivo
Caso ganhou notoriedade quando uma das vítimas reconheceu e comprou suas próprias joias - Imagem: Reprodução / YouTube / SulaoVivo

William Oliveira Publicado em 29/11/2025, às 11h41


O empresário Paulo César Calluf, proprietário do programa de televendas “Mil e Uma Noites” no Paraná, está foragido da Justiça de Ribeirão Preto, São Paulo. A 3ª Vara Criminal expediu mandado de prisão preventiva contra ele, sob suspeita de receptação qualificada de joias roubadas por uma organização criminosa atuante na região.

A busca por Calluf se intensificou após ele não ser encontrado em seus endereços em Curitiba. A Polícia Civil do Paraná foi acionada para auxiliar na localização do empresário, considerado peça-chave em uma rede de receptação de joias.

Rede criminosa

As investigações, ainda em andamento, indicam que o programa de televendas de Calluf pode ter sido usado como plataforma para comercialização de peças de joalheria oriundas de roubos. O caso ganhou notoriedade quando uma das vítimas reconheceu e comprou suas próprias joias, subtraídas em um assalto em Ribeirão Preto, em maio, totalizando prejuízo estimado em R$ 5 milhões.

Segundo a polícia, Calluf, devido à sua atuação no setor de joias, deveria ter verificado a procedência dos itens, caracterizando a receptação qualificada. Ele faz parte de uma rede maior, que inclui:

  • Diego de Freitas, conhecido como “Diego Ouro”, atualmente preso em Ribeirão Preto;
  • Haig Hovsepian, empresário detido em Uberaba, Minas Gerais.

A Polícia Civil aponta que a frequência das compras de Calluf e a falta de verificação da origem das joias são indícios claros de associação criminosa. A quadrilha, composta por cerca de 30 integrantes, enfrenta acusações que incluem associação criminosa, roubo e extorsão, em dois processos penais distintos.

Outro lado

O contato com Paulo César Calluf foi realizado, entretanto, até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço segue em aberto.


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