Diário de São Paulo
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INTOXICAÇÃO

Após 52 dias em coma, jovem que consumiu gin com metanol morre em SP

Rafael Anjos Martins, de 28 anos, morreu após 52 dias em coma, consequência da ingestão de gin adulterado comprado em uma adega na Zona Sul

Amigo relatou que Rafael e uma amiga sentiram dores e confusão mental após consumir a bebida - Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Amigo relatou que Rafael e uma amiga sentiram dores e confusão mental após consumir a bebida - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 24/10/2025, às 08h00


Nesta quinta-feira (23), Rafael Anjos Martins, de 28 anos, morreu após 52 dias em coma, consequência da ingestão de gin adulterado comprado em uma adega na Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Osasco, na Grande São Paulo.

Rafael foi hospitalizado em 1º de setembro, quando foi diagnosticado com intoxicação por metanol. Desde então, permaneceu dependente de ventilação mecânica, sem apresentar fluxo sanguíneo cerebral.

De acordo com o laudo médico, o corpo do jovem apresentava 155 mg/l de metanol, concentração altamente tóxica e letal. A substância, comumente utilizada em solventes e produtos industriais, é inadequada para o consumo humano e pode causar cegueira, coma e morte.

O auxiliar de produção Diogo Marques de Sousa, amigo de Rafael, relatou que ambos compraram as bebidas em uma adega da região. Algumas horas após o consumo, Rafael e uma amiga começaram a sentir fortes dores de cabeça, confusão mental e problemas de visão.

Rafael foi levado às pressas ao hospital, onde passou por procedimentos de desintoxicação, mas os danos cerebrais e ao nervo óptico já eram irreversíveis. Em um áudio enviado a uma amiga antes de perder a consciência, Rafael desabafou:

“Está tudo rodando, parece que estou com a pressão baixa, sei lá.”

Um inquérito policial foi aberto para apurar o caso. Na adega da Zona Sul, foram apreendidas as duas garrafas consumidas e outras 14 lacradas, encaminhadas para perícia técnica.

Até o momento, o governo de São Paulo confirmou sete mortes por intoxicação por metanol, mas ainda não contabilizou o óbito de Rafael nas estatísticas oficiais.


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