Nardoni foi condenado a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato da filha Isabella, ocorrido em 2008, quando ela foi jogada do sexto andar de um prédio por ele e sua madrasta

William Oliveira Publicado em 11/12/2024, às 09h23
Alexandre Nardoni, condenado a 30 anos de prisão pela morte de sua filha Isabella em 2008, obteve autorização judicial para passar o Natal, o Réveillon e parte das férias em uma mansão da família localizada em Guarujá, litoral de São Paulo.
A decisão foi tomada pela juíza Gabriela Marques da Silva Bertoli, que atendeu ao pedido da defesa de Nardoni, permitindo que ele acompanhasse os filhos na casa de praia da família durante esse período.
Alexandre deixou a prisão de Tremembé em maio, após ser transferido para o regime aberto. Nesse regime, ele cumpre sua pena fora da prisão, mas deve obedecer a regras estabelecidas pela Justiça, como manter um endereço fixo informado e não deixar a cidade sem autorização judicial.
A defesa solicitou que Nardoni pudesse passar o período de festas em um condomínio de luxo no Jardim Acapulco, em Guarujá, entre os dias 23 de dezembro e 3 de fevereiro, argumentando que esse tempo ao lado da família ajudaria a estreitar o vínculo afetivo com os filhos, que cresceram sem a presença do pai, o que gerou um "vácuo afetivo".
O pedido foi autorizado em 5 de dezembro, com a determinação de que Nardoni cumprisse outras condições, como permanecer em casa entre 20h e 6h e não frequentar bares ou outros lugares incompatíveis com o regime aberto.
Alexandre foi libertado em 6 de maio, após a Justiça conceder a progressão para o regime aberto, com base no cumprimento do tempo mínimo de pena em regime fechado e semiaberto. A decisão do juiz José Loureiro Sobrinho afirmou que, embora o crime cometido tenha sido grave, a progressão era legalmente possível devido ao tempo cumprido.
Além disso, Nardoni se beneficiou de reduções de pena por trabalho e estudo, previstas pela Lei de Execuções Penais. A cada três dias de trabalho, ele teve um dia de pena abatido, e a cada 12 horas de estudo, mais um dia foi reduzido. Com base em oito pedidos de remição, ele teve mais de dois anos de pena eliminados, incluindo 96 dias em 2023. Essas reduções somam cerca de 2 anos e 9 meses no total.
O crime
Em 2010, Alexandre Nardoni foi condenado a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato de Isabella, ocorrido em 2008, quando ela foi jogada do sexto andar de um prédio por ele e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá. A morte de Isabella causou grande repercussão no Brasil. Embora Nardoni e Jatobá tenham negado o crime, a Justiça considerou que a morte não foi um acidente, mas um homicídio.
No regime semiaberto, Alexandre passou a ter direito a saídas temporárias, um benefício concedido pela Justiça para permitir a ressocialização dos presos. Ele teve direito a quatro saídas temporárias por ano, até alcançar o regime aberto.
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