Redução da dependência do dólar é uma das principais pautas

Gabriela Thier Publicado em 13/10/2024, às 14h56
Um dos vários tópicos que serão discutidos na 16a reunião dos líderes do Brics, agendada para os dias 22 e 24 de outubro, estão as negociações para diminuir a dependência do dólar no comércio entre as nações do grupo, bem como ações para reforçar instituições financeiras alternativas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial, que são predominantemente dominados pelas potências ocidentais.
A cúpula ocorrerá em Kazan, na Rússia, e será a primeira a contar com a presença dos cinco novos membros que se juntaram ao Brics este ano: Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia. Até 2023, o Brics consistia apenas em Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A Rússia assume a presidência do bloco em 2024 e definiu diversas prioridades para este ano, incluindo a integração dos novos integrantes, além de "consolidar a posição dos países Brics no cenário monetário e financeiro global" e "ampliar a utilização das moedas nacionais dos países Brics no comércio recíproco".
O governo da Rússia divulgou que 32 nações confirmaram participação no evento, sendo 24 representadas por chefes de Estado. Todos os dez integrantes do bloco serão representados por líderes de Estado, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A única exceção é a Arábia Saudita, que irá enviar o seu ministro das Relações Exteriores para a cúpula.
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