Três organizações estão contribuindo com a operação de resgate, disponibilizando suas unidades caninas especializadas

Lillia Soares Publicado em 26/09/2023, às 14h38
Equipes de resgate, com apoio das Forças Armadas, retomaram hoje, terça-feira, a busca por 13 indivíduos desaparecidos após as intensas chuvas causarem inundações devastadoras em residências na cidade da Guatemala.
"Desde as primeiras horas de hoje, as operações de busca, localização e salvamento de pessoas desaparecidas foram reiniciadas devido à situação crítica resultante do transbordamento do rio El Naranjo", declarou Rodolfo Garcia, porta-voz da Coordenadoria de Redução de Desastres (Conred).
Segundo o UOL, o trágico evento ocorreu na madrugada de segunda-feira, quando uma violenta inundação do rio El Naranjo causou a destruição das habitações na comunidade Dios Es Fiel, situada sob uma ponte para veículos.
A força das chuvas arrastou consigo pedras, árvores, terra e entulhos, causando a destruição das modestas habitações na região, muitas das quais eram construídas com chapas de zinco. Até o momento, aproximadamente 13 pessoas permanecem desaparecidas, de um total de 19 vítimas relatadas, incluindo diversas crianças, conforme informou a Conred.
Três organizações estão contribuindo com a operação de resgate, disponibilizando suas unidades caninas especializadas. Ao mesmo tempo, as autoridades da Conred, encarregadas da Defesa Civil, continuarão a avaliar os estragos, analisar as necessidades e as condições de risco na região circundante.
Antes deste trágico evento, a estação chuvosa atual na Guatemala, que ocorre de maio a novembro, já havia causado a perda de vidas de 29 pessoas, afetando 2,1 milhões de habitantes e levando ao deslocamento de 10.303 pessoas, além de causar graves danos às infraestruturas.
Milhares de guatemaltecos, em um país onde 59% dos 17,7 milhões de habitantes vivem na pobreza, edificaram suas casas precárias em encostas, às margens dos rios e em áreas propensas a inundações. Segundo informações da Câmara Guatemalteca de Construção (CGC) e da Associação Nacional de Construtores de Casas (Anacovi), o déficit habitacional no país é de cerca de dois milhões de residências.
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