O presidente russo, Vladimir Putin, assinou o decreto nesta quinta-feira (4)

Marina Milani Publicado em 04/01/2024, às 13h23
O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto nesta quinta-feira (4) que permite que estrangeiros que lutam pelo lado russo na Ucrânia obtenham a cidadania russa para si e suas famílias. O decreto estabelece que aqueles que assinaram contratos durante a "operação militar especial" na Ucrânia podem solicitar passaportes russos, desde que forneçam documentos comprovando a assinatura de um contrato com duração mínima de um ano.
Os elegíveis englobam pessoas que firmaram contratos com as Forças Armadas ou outras formações militares, o que pode incluir grupos como a organização mercenária Wagner. A medida parece ser uma tentativa de criar incentivos adicionais para que estrangeiros com experiência militar se juntem às fileiras russas.
Embora Moscou não tenha divulgado dados sobre o número de estrangeiros lutando em seu lado na Ucrânia, relatos anteriores mencionaram a participação de cubanos e africanos nas Forças Armadas e na organização Wagner. Um relatório de inteligência dos Estados Unidos estimou que a Rússia perdeu cerca de 315 mil soldados mortos ou feridos na guerra, representando quase 90% do pessoal inicial.
A Rússia convocou mais 300 mil homens em setembro de 2022, em sua primeira mobilização desde a Segunda Guerra Mundial. Embora haja especulações sobre uma nova mobilização, o Kremlin afirma que não é necessária, citando contratos voluntários assinados por centenas de milhares de homens no ano passado. Rússia e Ucrânia não divulgaram a extensão total de suas perdas ao longo dos 22 meses de guerra.
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