Ex-jogador O.J. Simpson morreu de câncer aos 76 anos

Manoela Cardozo Publicado em 12/04/2024, às 13h19
Em 1995, o ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson foi absolvido dos brutais assassinatos de sua ex-esposa, Nicole Brown Simpson, e de seu amigo, Ron Goldman.
De acordo com informações da CNN Brasil, o caso, conhecido como o "julgamento do século", marcou um ponto crucial na história dos Estados Unidos. O.J. Simpson afirmava ser "100% inocente" e contava com uma equipe de advogados famosos, incluindo Johnnie Cochran, F. Lee Bailey, Alan Dershowitz e Barry Scheck, além do amigo de longa data, Robert Kardashian, pai das irmãs Kardashian.
Os promotores Marcia Clark e Chris Darden centraram sua estratégia na linha do tempo dos eventos, na questão da violência doméstica e nas evidências de DNA, especialmente nas luvas ensanguentadas encontradas na cena do crime e na propriedade de Simpson.
No entanto, a equipe de defesa levantou questões sobre a manipulação das evidências pela polícia e acusou um dos detetives principais, Mark Fuhrman, de preconceito racial.
Embora Simpson nunca tenha prestado depoimento, um dos momentos marcantes do julgamento foi quando Darden pediu que ele experimentasse as luvas encontradas, as quais a polícia afirmava serem do crime. Simpson teve dificuldade em colocá-las diante dos jurados, mostrando como não se ajustavam. Cochran, em seu discurso final, proferiu a famosa frase: "Se não couber, você deve absolver".
O julgamento se tornou uma sensação na mídia televisiva, com dezenas de milhões de telespectadores acompanhando os eventos em casa e no trabalho. Durou mais de oito meses, desde o início até o veredicto.
Em 3 de outubro de 1995, quando o veredicto de "inocente em todas as acusações" foi anunciado, Cochran virou-se e exclamou "Sim!", enquanto Kardashian parecia atordoado. Simpson, finalmente, sorriu aliviado e murmurou um "obrigado, obrigado" para o júri.
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