Ajuste fiscal de 5% do PIB e revisão de contratos são parte das medidas emergenciais

Marina Milani Publicado em 13/12/2023, às 08h07
O presidente argentino Javier Milei, que assumiu o cargo recentemente, anunciou nessa terça-feira (12) uma série de medidas econômicas emergenciais para lidar com a crise econômica aguda que o país enfrenta. A Argentina está atualmente atolada em uma inflação anualizada superior a 140%, com uma taxa de pobreza que ultrapassa 40%.
O ministro da Economia, Luis Caputo, destacou a necessidade de um tratamento de choque, revelando que o ajuste fiscal proposto será equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB). O governo está determinado a evitar uma situação mais devastadora do que a hiperinflação dos anos de 1989 e 1990.
O porta-voz da presidência, Manuel Adorni, confirmou o fim da publicidade institucional na imprensa por um período de um ano como parte do pacote de medidas. Adorni enfatizou que haverá uma redução significativa no tamanho do Estado, considerando que o setor público na Argentina representa mais de 18% do emprego total.
“O objetivo é fazer o impossível no curtíssimo prazo para evitar a catástrofe. Estamos diante de uma das crises mais profundas da história e caminhamos para uma hiperinflação. A decisão é evitá-la”, declarou o porta-voz presidencial.
Adicionalmente, o porta-voz anunciou a revisão de contratos e nomeações públicas feitas pelo governo anterior no último ano. Funcionários que não colaborarem com o Executivo enfrentarão sanções correspondentes. O governo está comprometido em garantir a eficácia dessas medidas para evitar uma catástrofe econômica ainda maior.
Movimentos piqueteros e forças políticas de esquerda já convocaram protestos contra os ajustes econômicos para o dia 20 de dezembro. Essas medidas visam cobrir a emergência econômica e estabilizar a situação financeira do país.
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