Foi descoberto o ingrediente que causou surto de E. coli

Sabrina Oliveira Publicado em 31/10/2024, às 13h41
Após um surto de infecção bacteriana que levou à internação de 27 pessoas e causou uma morte, a rede de fast-food McDonald's removeu temporariamente as cebolas frescas do seu popular lanche Quarterão nos Estados Unidos. A medida foi tomada em resposta às investigações realizadas pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), que identificaram o ingrediente como a provável fonte de contaminação pela bactéria Escherichia coli (E. coli).
As autoridades sanitárias americanas alertaram a rede de fast-food sobre a possibilidade de uma ligação entre as cebolas frescas servidas no lanche e o aumento repentino de casos de E. coli, uma bactéria que pode causar sintomas gastrointestinais graves e, em alguns casos, ser fatal. O surto, que se espalhou por vários estados, elevou o número de casos para 90. As investigações também identificaram que o risco atual para os consumidores é "muito baixo", uma vez que as cebolas frescas potencialmente contaminadas foram removidas de circulação nos locais afetados.
O CDC informou que, embora a contaminação tenha sido relacionada às cebolas do Quarterão, o risco de infecção para o público em geral permanece mínimo. Em comunicado oficial, a agência de saúde explicou que as cebolas frescas envolvidas na investigação já não estão mais sendo usadas nos estabelecimentos da rede, e, por isso, não é necessário que o público evite o consumo de cebolas em geral.
O McDonald's, em resposta ao surto e às recomendações das autoridades, retomou a venda do Quarterão, mas agora sem cebolas frescas como precaução. A empresa afirmou que está colaborando com o CDC e o FDA para investigar a fonte da contaminação e reforçar os protocolos de segurança alimentar. Nos últimos anos, a cadeia de restaurantes intensificou suas práticas de controle de qualidade, mas o incidente recente ressaltou a vulnerabilidade de certos ingredientes a contaminações de origem bacteriana.
Especialistas alertam que surtos de E. coli em alimentos frescos são comuns, uma vez que o contato com superfícies ou condições de higiene inadequadas pode levar à proliferação da bactéria. O CDC recomendou que empresas do setor alimentício revisem suas cadeias de fornecimento e reforcem a vigilância na manipulação e transporte de produtos frescos para evitar episódios semelhantes no futuro.
O primeiro caso da atual série de contaminações ocorreu há algumas semanas, com pacientes relatando sintomas típicos de infecção por E. coli, como náuseas, febre e dores abdominais. Entre os casos mais graves, algumas pessoas desenvolveram complicações, levando à internação e, em um caso isolado, ao falecimento de uma pessoa com histórico de saúde frágil.
As autoridades americanas planejam divulgar um relatório detalhado sobre o surto nas próximas semanas, com informações sobre possíveis medidas de prevenção para redes de alimentação e fornecedores de produtos frescos.
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