Uma mãe acusada pela morte de seu filho de 17 meses no Reino Unido pode ser libertada da prisão semanas depois de o Conselho de Liberdade Condicional

Redação Publicado em 07/05/2022, às 00h00 - Atualizado às 08h56
Uma mãe acusada pela morte de seu filho de 17 meses no Reino Unido pode ser libertada da prisão semanas depois de o Conselho de Liberdade Condicional britânico decidir a seu favor.
Tracey Connolly foi presa em 2009 depois de admitir ter causado ou permitido a morte do filho, Peter, em sua casa em Tottenham, norte de Londres, em 2007.
Conhecido publicamente no Reino Unido como Baby P, o menino sofreu mais de 50 ferimentos antes de sua morte.
O secretário de Justiça britânico, Dominic Raab, condenou a decisão do Conselho de conceder a liberdade condicional à Connolly e disse que o órgão precisava de uma “revisão”.
Raab, que pediu ao Conselho de Liberdade Condicional para reconsiderar a decisão tomada em março, descreveu as ações de Connelly, agora com 40 anos, como “pura maldade”.
“A decisão de libertá-la demonstra por que o conselho de liberdade condicional precisa de uma revisão fundamental, incluindo uma verificação ministerial para os infratores mais graves, para que sirva e proteja o público”, disse ele.
A revisão do caso de Connelly pelo Conselho de Liberdade Condicional foi concluída em março. Essa foi a quarta vez que o órgão reviu a sentença da britânica desde que ela foi presa em 2009.
Ela já havia ganhado o direito de deixar a prisão sob liberdade condicional em 2013, mas foi presa novamente em 2015 por violar as condições da pena.
O Conselho de Liberdade Condicional também reavaliou seu caso em 2015, 2017 e 2019, mas se recusou a libertá-la ou transferi-la para o regime aberto.
Após a mais recente decisão do Conselho de conceder a liberdade condicional a Connely, Dominic Raab pediu que o órgão reexaminasse sua decisão.
Mas o conselho reafirmou sua deliberação e determinou a manutenção da decisão original.
Um porta-voz do Conselho de Liberdade Condicional disse em um comunicado: “Após o pedido de reconsideração do secretário de Estado, um juiz decidiu que a decisão tomada por membros independentes do Conselho de Liberdade Condicional não era irracional, conforme declarado no pedido de reconsideração, e a decisão original está mantida.”

Tracey Connelly confessou ter sido responsável pela morte do filho — Foto: MET POLICE/Via BBC
Após deixar a prisão, Connelly estará sujeita a restrições de movimento, atividades e contatos com pessoas específicas. Ela recebeu ainda uma lista de 20 condições extras que deve seguir.
Entre elas está a obrigação de morar em um endereço específico, usar um chip eletrônico de monitoramento, cumprir um toque de recolher e informar a Justiça sobre todos os seus relacionamentos pessoais.
Seu uso da internet e de um telefone também será monitorado. Ela foi informada de que não pode ir a determinados lugares para “evitar contato com vítimas e proteger crianças”.
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G1
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