O Japão anunciou hoje (12) a imposição de novas sanções à Rússia devido à invasão da Ucrânia, com o congelamento dos bens de 398 russos no país, incluindo as

Redação Publicado em 12/04/2022, às 00h00 - Atualizado às 07h43
O Japão anunciou hoje (12) a imposição de novas sanções à Rússia devido à invasão da Ucrânia, com o congelamento dos bens de 398 russos no país, incluindo as filhas do presidente Vladimir Putin.

“Para evitar que a situação se agrave ainda mais e se possa chegar a um cessar-fogo para pôr fim à invasão o mais rápidamente possível, é necessário adotar sanções severas”, disse, em entrevista, o porta-voz do governo japonês, Hirokazu Matsuno.
“Atos hediondos e desumanos estão sendo revelados não apenas em Bucha, mas em muitos outros lugares. A morte de civis inocentes viola o direito internacional e é crime de guerra”, disse Matsuno.
O Japão adicionou Ekaterina Tikhonova e Maria Vorontsova, filhas de Putin, e Maria Lavrova e Ekaterina Lavrova, mulher e filha, respetivamente, do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, a uma lista que já conta com 499 pessoas.
A maioria dos indivíduos incluídos na lista está ligado à Duma, câmara baixa do Parlamento, e às forças militares da Federação Russa.
Tóquio decidiu também adotar sanções adicionais contra 28 empresas e organizações russas, incluindo os bancos Sberbank e Alfa Bank. As sanções nipônicas abrangem atualmente um total de 47 entidades.
Desde o início do conflito que o Japão tem imposto sanções a entidades e cidadãos russos e bielorrussos, incluindo o presidente da Bielorrússia, Alexandre Lukashenko.
As medidas punitivas também afetam as exportações de produtos japoneses, com potencial uso militar, ou de artigos de luxo para a Rússia, as importações russas de certos produtos e as transações com moedas virtuais.
Em 8 de abril, o primeiro-ministro nipônico, Fumio Kishida, anunciou que Japão iria renunciar à compra de carvão russo e expulsar oito diplomatas daquele país, após denúncias de massacres de civis por tropas russas, na região de Kiev.
Também os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia já tinham anunciado, na semana passada, sanções contra as duas filhas de Putin.
A Rússia lançou, em 24 de fevereiro, ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.842 civis, incluindo 148 crianças, e feriu 2.493, entre eles 233 menores, segundo dados recentes da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.
A guerra já causou número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,5 milhões para países vizinhos.
Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). As Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.
A invasão russa foi condenada pela comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento à Ucrânia e o reforço de sanções econômicas e políticas a Moscou.
.
.
.
.
.
Agência Brasil
Leia também

PM faz operação para encontrar empresário desaparecido em Carapicuíba

Preso, “Batman” capixaba tira o sono de autoridades e políticos

TSE aprova reconhecimento automático do pagamento de multa eleitoral

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

Influenciadora diz quantos milhões fatura por mês vendendo puns em frascos no OnlyFans

Inglaterra vence França por 6 a 4 e faz jogo com mais gols na história das disputas de terceiro lugar

Ataque do Irã a base dos EUA na Jordânia mata dois militares americanos

Justiça decreta prisão de argentino investigado por injúria racial em Morro de São Paulo

PM faz operação para encontrar empresário desaparecido em Carapicuíba

Corpo de homem de 28 anos é encontrado no Parque Augusta, em SP