Netanyahu reafirma compromisso com segurança de Israel após encontro com premiê alemão Scholz

Marina Milani Publicado em 18/03/2024, às 07h31
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou hoje sua posição firme em relação a possíveis acordos de paz que possam comprometer a segurança de Israel perante seus vizinhos no Oriente Médio. A declaração veio após um encontro com o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, que pediu um "acordo sobre os reféns e um cessar-fogo duradouro" em Gaza.
"Se nos propuserem um acordo, uma via de paz que torne Israel fraco e incapaz de se defender, isso fará recuar a paz", afirmou Netanyahu à imprensa, destacando a prioridade da segurança nacional para o Estado de Israel.
Scholz, por sua vez, defendeu a necessidade de um acordo que aborde a questão dos reféns e promova um cessar-fogo duradouro na região. Expressando preocupação com o elevado número de vítimas civis, o premiê alemão apelou a Netanyahu para permitir a entrada de mais ajuda humanitária em Gaza.
"Não podemos ficar parados vendo os palestinos correrem o risco de morrer de fome", enfatizou Scholz, destacando a importância de uma abordagem humanitária diante do conflito.
A guerra entre Israel e grupos palestinos, em particular o Hamas, tem gerado um cenário de violência e instabilidade na região. O ataque do Hamas em solo israelense, em 7 de outubro, desencadeou uma ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza, resultando em um elevado número de vítimas.
Netanyahu também abordou a questão de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, garantindo que Israel não lançará uma operação militar na cidade enquanto a população estiver "encurralada". Scholz manifestou sua oposição a uma invasão terrestre de Rafah, ressaltando as preocupações humanitárias diante de um possível deslocamento em massa de civis.
Em meio a essas tensões, a comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos do conflito, buscando soluções que promovam a estabilidade e a segurança na região. Enquanto isso, Israel reafirma seu compromisso em proteger seus cidadãos e preservar sua soberania diante dos desafios enfrentados.
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