Negociações envolvem armamento capaz de atingir navios a quase 4 mil km/h e podem alterar equilíbrio militar na região.

Redação Publicado em 24/02/2026, às 11h26
O governo do Irã está prestes a firmar um acordo com a China para a aquisição de mísseis antinavio hipersônicos CM-302, em resposta à intensificação da presença militar dos EUA no Golfo Pérsico, o que pode alterar o equilíbrio de poder na região.
Os mísseis CM-302, com alcance de 290 km e velocidade de Mach 3, são considerados por especialistas como um fator que aumentaria significativamente a capacidade do Irã de atacar embarcações militares, intensificando as tensões entre Teerã e Washington.
Além do acordo com a China, o Irã também estaria negociando com a Rússia para a compra de lançadores de mísseis antiaéreos, evidenciando um fortalecimento das relações militares entre Irã, China e Rússia em um contexto de crescente instabilidade no Oriente Médio.
O governo do Irã está próximo de fechar um acordo com a China para a compra de mísseis antinavio hipersônicos CM-302, segundo informações divulgadas pela agência Reuters.
As tratativas ocorrem em meio à crescente presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, onde Washington mantém dois porta-aviões, destróieres e dezenas de aeronaves de combate próximos à costa iraniana.
Especialistas ouvidos pela agência afirmam que o armamento “mudaria o jogo” em eventual escalada militar entre Teerã e Washington.
O que são os mísseis CM-302
O CM-302 é a versão exportável do míssil chinês YJ-12. Entre suas características:
Ogiva semiperfurante de 250 kg
Alcance de aproximadamente 290 km
Velocidade máxima de Mach 3 (cerca de 3.700 km/h)
Capacidade de voo em baixa altitude para dificultar interceptação
Segundo analistas de defesa, o uso desse tipo de míssil aumentaria significativamente a capacidade iraniana de atingir embarcações militares na região.
Ainda não há confirmação sobre quantidade de unidades envolvidas nem data de entrega.
Contexto geopolítico
As negociações ganharam força após a guerra de 12 dias entre Israel e Irã, em junho de 2025, e em meio às ameaças do presidente americano Donald Trump de atacar o Irã caso não haja acordo sobre o programa nuclear do país.
EUA e Israel acusam Teerã de enriquecer urânio com fins militares. O governo iraniano nega e afirma que seu programa é pacífico.
Além da possível compra junto à China, o jornal Financial Times informou que o Irã teria fechado um acordo com a Rússia para aquisição de lançadores portáteis de mísseis antiaéreos.
A movimentação reforça o alinhamento militar entre Teerã, Pequim e Moscou em um cenário de tensão crescente no Oriente Médio.
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