A presença feminina com roupas íntimas on-line foi considerada como disseminação de 'conteúdo obsceno'

Vitória Tedeschi Publicado em 10/03/2023, às 11h11
Na China, após as mulheres serem proibidas mostrarem o corpo durante transmissões ao vivo, mesmo que a trabalho, em vídeos para venda de roupas íntimas nas redes sociais, a solução encontrada pelos empreendedores foi substituir as modelos femininas por homens.
Isso porque os vídeos com mulheres começaram a ser derrubados pelo algoritmo do país. Segundo a legislação, a aparição de mulheres com lingeries em ações publicitárias é considerada disseminação de "conteúdo obsceno".
Portanto, agora, são eles que vestem as lingeries e as exibem na tela. E, claro, por fugir do comum, as imagens de rapazes usando sutiãs e bodies sensuais em lives de varejo viralizaram rapidamente.
Um dos empresários que recorreu à alternativa foi Sr. Xu, que costuma usar os aos vivos para divulgar as peças do estoque da sua loja.
Pessoalmente, não temos nenhuma escolha. As peças não podem ser usadas por nossas colegas mulheres, então usamos nossos colegas homens para exibi-las", explicou entrevista ao portal Jiupai News.
Ele também afirmou à CNN que a intenção da contratação de homens não é ser sarcástico. "Todos estão levando muito a sério o cumprimento das regras", diz o empresário.
Vale citar ainda que, a contratação de modelos masculinos para representar em conteúdos publicitários direcionados ao público feminino não é nada novo na China, apesar de parecer inédito aqui no Brasil. Há, aliás, quem faça carreira no ramo, como o influencer Austin Li Jiaqi.
Ainda de acordo com a CNN, ele ficou conhecido, em 2018, como o "Rei do Batom". Na ocasião, Austin vendeu cerca de 15 mil batons em apenas cinco minutos.
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