O ex-fuzileiro naval dos EUA Trevor Reed, que foi detido na Rússia e libertado em uma troca de prisioneiros entre os dois países, desembarcou na sua terra

Redação Publicado em 28/04/2022, às 00h00 - Atualizado às 07h44
O ex-fuzileiro naval dos EUA Trevor Reed, que foi detido na Rússia e libertado em uma troca de prisioneiros entre os dois países, desembarcou na sua terra natal, disse o porta-voz de Reed nesta quinta-feira (28).
O local onde o ex-fuzileiro pousou não ficou identificado.
A negociação foi divulgada nesta quarta-feira quando o estudante americano Trevor Reed foi trocado por Konstantin Yaroshenko, piloto russo detido nos EUA.
Pouco tempo depois quando foi oficializada a troca, os EUA fizeram questão de deixar claro que suas conversas com a Rússia foram unicamente para liberação dos presos. O diálogo não envolvia nada sobre a situação de guerra na Ucrânia.
Um tribunal russo condenou o ex-fuzileiro naval Trevor Reed a 9 anos de prisão em julho de 2020. Na ocasião, a Rússia alegou que ele havia agredido 2 policiais. Trevor, por outro lado, dizia que a prisão era política.
Na ocasião presente na audiência, o pai de Trevor, Joey Reed, argumentou que nenhuma das provas apresentadas pelos investigadores russos era confiável e que se tratava de um processo “corrupto”.
Recentemente, em março deste ano, Trevor Reed anunciou uma greve de fome por conta da forma como vinha sendo tratado pelos carcereiros. O caso ficou conhecido ter acontecido durante a invasão da Rússia no território ucraniano.
Yaroshenko foi condenado a 20 anos de prisão sob a acusação de contrabando de quatro toneladas de cocaína para os EUA. Ele foi preso na Libéria, em 2010, e extraditado para os EUA, onde foi considerado culpado e sentenciado em setembro de 2011. Yaroshenko insistiu em sua inocência e disse que não transportou nenhuma carga desde a dissolução da União Soviética.
A Rússia criticou os EUA por não notificar seus serviços consulares sobre a prisão e extradição do cidadão russo, classificando-o como um “sequestro” organizado pelo governo americano e uma violação das leis diplomáticas internacionais.
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