Faltando menos de duas semanas para a eleição presidencial dos Estados Unidos , o democrata Joe Biden aparece como favorito para se tornar o novo presidente

Redação Publicado em 24/10/2020, às 00h00 - Atualizado às 09h25
Faltando menos de duas semanas para a eleição presidencial dos Estados Unidos , o democrata Joe Biden aparece como favorito para se tornar o novo presidente dos EUA. Pesquisas de intenção de voto chegaram a mostrar o ex-vice-presidente com 9% de vantagem para Donald Trump , que tenta se reeleger. Com esses números, Biden poderá ter uma vitória tranquila no pleito do próximo dia 3.
Entretanto, com 11 dias de campanha restantes, Trump tentará reverter a desvantagem. Segundo Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper, a missão do republicano é complicada. E acredita que ele poderá tentar “barrar o voto” dos eleitores de estados em que tende a perder.
“A eleição nos Estados Unidos não é obrigatória, é facultativa. O que ele ( Trump ) pode tentar fazer é barrar o voto de determinados estados que ele sabe que não o apoiam”, explica, Leandro, que complementa: “Barrar o voto não no sentido de alguma violência, mas no sentido de tentar impedir que as pessoas votem. Desmobilizar os eleitores democratas”.
Leandro também aponta que, nesta reta final, o democrata deverá adotar um tom tranquilo na campanha, evitando envolver seu nome em polêmicas – uma vez que está em vantagem em relação ao adversário.
“Ele vai fazer o jogo ‘da retranca’, fazendo uma analogia ao futebol. Quando você entra com uma vantagem no segundo jogo, você coloca o time na retranca para evitar que o time tome um contra-ataque e perca a vantagem”, explica Leandro.
Entretanto, o cientista diz que, caso Biden seja atacado pela campanha de Trump, ele precisará responder para que não passe a imagem de que vai aceitar os ataques. De todo jeito, Leandro diz que “de fato, o Biden vai jogar na retranca nesse último momento, nessa reta final”.
Por fim, o professor diz que o debate da última quinta-feira (22) não tem força para influenciar o resultado da eleição.
“O debate foi morno e terminou, para muitos analistas, empatado. Eu acho que as pesquisas de opinião que dão uma vitória do Biden são mais as pessoas que estão mais ‘pró-Biden’. O clima está mais ‘pró-Biden’, então as pessoas sinalizam que ele venceu o debate”, explica Leandro, pontuando que, apesar disso, não houve uma vitória retumbante de nenhuma das partes.
O cientista destacou ainda que Biden focou o debate na pandemia, o que ele considera uma “área sensível” da administração de Donald Trump. “Ele fez uma gestão toda negacionista, toda complicada e colhe, hoje, frutos bastante ruins dessa pandemia”, conclui Consentino.
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IG
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