O opositor atualmente está em asilo político na Espanha e afirmou que a medida foi uma exigência para deixar o país

William Oliveira Publicado em 19/09/2024, às 10h10
Nesta quarta-feira (18), o ex-candidato da oposição venezuelana, Edmundo González, afirmou em um vídeo que foi coagido a assinar uma carta reconhecendo a vitória de Nicolás Maduro nas eleições deste ano.
De acordo com González, essa foi uma das condições para que o governo do país o deixasse cumprir asilo político na Espanha. O opositor ainda afirmou que foram horas de “muita tensão, chantagem e pressão”.
"Eles apareceram com um documento que eu teria que assinar para permitir minha saída do país. Naquele momento, considerei que poderia ser mais útil livre do que se fosse preso e impedido de cumprir as tarefas que me foram confiadas [pelos eleitores]”, disse González.
A declaração de González ocorre logo após o chefe da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, divulgar o documento em questão durante uma coletiva de imprensa. O conteúdo deveria ser confidencial.
No texto, o venezuelano concorda em reconhecer e obedecer às decisões dos órgãos de Justiça venezuelanos, que validaram a vitória de Maduro no pleito.
“Um documento produzido sob coação, está viciado de nulidade absoluta por um vício grave de consentimento”, rebateu González, no vídeo. “O regime quer que todos os venezuelanos percam a esperança. O mundo inteiro sabe que eles sempre recorrem ao crime, à chantagem e à manipulação”, completou González.
Veja o vídeo publicado por González em seu Instagram:
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