Ferramenta sem projeto nem fiscalização concentra milhões e atrai atenção do STF por falta de transparência

Leandro Mazzini Publicado em 07/04/2025, às 08h00
Reis do Pix
Desde 2020, quando foram criadas as emendas Pix – aquelas em que o dinheiro entra diretamente nas contas de Estados e municípios, sem necessidade de projeto e fiscalização “meia-lupa’ – os senadores que mais utilizaram o mecanismo foram Zenaide Maia (PSD-RN), Jayme Campos (União-MT) e Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente do Senado. É o que mostra a Central das Emendas, plataforma criada pelo engenheiro de computação Bruno Bondarovsky, em parceria com a PUC-Rio, que reúne todos os dados disponíveis sobre emendas parlamentares desde 2015. Só no ano passado, Campos e Alcolumbre destinaram a emendas Pix metade do valor ao qual têm direito: R$ 34,8 milhões, cada. Zenaide, um pouco menos: R$ 32 milhões. Só não devem ter feito mais porque a Constituição determina que 50% das emendas individuais têm que, obrigatoriamente, serem destinadas à Saúde. As emendas Pix estão sob a mira do ministro Flávio Dino e seus pares do STF, que exigem mais transparência.
Dois na fila
Dois surgiram na cúpula do PT como ministeriáveis. O senador Beto Faro (PT-PA) é cotado para assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e Márcia Lopes, irmã de Gilberto Carvalho, para o Desenvolvimento Social, no qual já foi ministra. Isso é o que querem alguns grãos-petistas. O desafio para Lula da Silva é onde vai empregar Paulo Teixeira (MDA) e Wellington Dias (MDS), que estão bem nos cargos.
Todo cliente é vip
A Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle aprovou o PL 4871/24, relatado pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE), que fortalece a proteção dos consumidores de serviços bancários. O texto foca em três pilares: a portabilidade salarial automática, o débito automático entre instituições e a ampliação da transparência das informações. “Buscamos facilitar a vida dos clientes, garantindo mais praticidade”, diz o senado.
Xixi da discórdia
Uma placa fixada na porta de um dos sanitários da Academia Nacional da Polícia Federal, em Brasília, causou um reboliço – dentro e fora dos toaletes. A polêmica ficou por conta do desenho de uma 3ª pessoa e a frase “Banheiro multigênero”. Depois de tanto xixi – ou melhor, discussão – foi retirada no dia seguinte. Foto no site da Coluna.

Agulhada federal
Uma curiosa coincidência. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, arquivou a ação judicial sobre o cartão de vacina supostamente fraudado por Jair Bolsonaro 10 dias após o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) requerer oficialmente dados dos cartões de vacina dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Lewandowski (Justiça, ex-STF), entre outros. Em tempo, vacina é importante e salva vidas.
Brasil dos Drs.
O Brasil, 2º no mundo com o maior número de escolas de medicina, teve o número de médicos dobrado entre 2010 e 2024: saltou de 304,4 mil para 575,9 mil, conforme o Conselho Federal de Medicina. Estima-se ainda que o País poderá ultrapassar a marca de 1,5 milhão de médicos até 2038.
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