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Gestões anteriores são responsáveis por sonegação no Corinthians

Augusto Melo impôs política de acerto, recuperando a credibilidade

Augusto Melo impôs política de acerto, recuperando a credibilidade - Imagem: Reprodução / X / @leorusca
Augusto Melo impôs política de acerto, recuperando a credibilidade - Imagem: Reprodução / X / @leorusca

Jair Viana Publicado em 07/07/2025, às 15h02


A responsabilidade pelas irregularidades fiscais envolvendo o Sport Club Corinthians Paulista recai sobre gestores anteriores, conforme apontam documentos e processos em trâmite. As práticas de sonegação de impostos, objeto de apuração por órgãos fazendários, estão vinculadas a períodos administrativos que antecederam a atual diretoria. As investigações sugerem que os esquemas ocorreram em anos passados, com suspeitas de manobras contábeis para reduzir indevidamente o pagamento de tributos federais e estaduais.
Os valores sonegados, segundo fontes próximas aos autos, alcançam patamares significativos, impactando as contas públicas. O caso ganhou repercussão após cruzamento de dados pela Receita Federal e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, identificando inconsistências nas declarações financeiras do clube em exercícios anteriores. As multas e juros decorrentes das autuações representam um passivo considerável para a instituição.
A gestão de Augusto Melo adotou medidas de compliance e transparência fiscal desde que assumiu, buscando regularizar a situação perante o fisco. Representantes legais do clube enfatizam a cooperação com as autoridades e o compromisso em sanar pendências herdadas. A defesa tem argumentado que as condutas irregulares foram praticadas por administrações pretéritas, sem vínculo com os dirigentes atuais.

Especialistas em direito tributário alertam que o caso pode se arrastar por anos na Justiça, com discussões complexas sobre a responsabilização do clube como pessoa jurídica versus a dos ex-gestores individualmente. O desfecho dependerá da comprovação da má-fé ou negligência específica das administrações anteriores, além da capacidade financeira do Corinthians para honrar os débitos apurados, incluindo pesadas multas.


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